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Juiz bloqueia reforma de Trump que reduz número de vacinas recomendadas para crianças

O calendário de vacinas pediátricas dos EUA deixou de recomendar que todas as crianças sejam imunizadas contra seis doenças

Juiz bloqueia reforma de Trump que reduz número de vacinas recomendadas para crianças
Juiz bloqueia reforma de Trump que reduz número de vacinas recomendadas para crianças
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Andew Caballero-Reynolds/AFP
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Um juiz americano impôs, nesta segunda-feira 16, um revés ao governo de Donald Trump ao bloquear a aplicação de mudanças importantes na política de vacinação promovidas pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., duramente criticadas por muitos médicos.

O tribunal federal de Massachusetts interrompeu a reforma que Kennedy, cético em relação às vacinas, vem implementando ao longo do último ano e também suspendeu as decisões apresentadas pelo painel encarregado de formular as recomendações de imunização.

Sob a direção de Kennedy, o Departamento de Saúde anunciou alterações drásticas no calendário de vacinação pediátrica, reduzindo o número de injeções recomendadas de forma universal, inclusive contra doenças como gripe e hepatite A.

Além disso, o secretário de Saúde de Trump faz parte de um importante painel consultivo sobre imunização, ao lado de figuras com visões contra as vacinas semelhantes às suas.

Diversas organizações médicas, entre elas a Academia Americana de Pediatria e o Colégio Americano de Médicos, contestaram as mudanças de política e, nesta segunda-feira, o juiz Brian Murphy afirmou que elas eram efetivamente “arbitrárias e caprichosas”, como alegava a ação.

“Existe um método pelo qual historicamente essas decisões têm sido tomadas: um método de natureza científica, consagrado na lei por meio de requisitos de procedimento”, escreveu o juiz. “Lamentavelmente, o governo ignorou esses métodos e, com isso, minou a integridade de suas ações.”

O Departamento de Saúde “espera que a decisão deste juiz seja revogada”, declarou à AFP seu porta-voz, Andrew Nixon.

A Academia Americana de Pediatria qualificou a decisão como “histórica e bem-vinda” e afirmou em comunicado que a reforma havia “semeado o caos e a confusão entre pais e pediatras”.

É quase certo que o Departamento de Saúde apelará da decisão, o que colocará as principais organizações médicas em confronto com o governo federal enquanto a questão sobre quem tem a última palavra na definição das políticas de imunização percorre os tribunais.

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