Trump entrou no Irã sem um plano de saída?
O impacto da guerra na economia será suficiente para garantir a derrota de Trump nas eleições legislativas de novembro?
Na avaliação de Rafael Ioris, professor de História Latino-Americana da Universidade de Denver, Donald Trump provavelmente previa uma solução rápida para a guerra no Irã: como na Venezuela, bastaria tirar o líder da jogada e um novo governo cederia os direitos ao petróleo a empresas norte-americanas. Não foi isso o que aconteceu: mesmo com a morte do aiatolá Ali Khamenei, o Irã resiste aos bombardeios intensos, ataca os aliados dos EUA na região e ameaça bloquear o Estreito de Hormuz, por onde passa 20% do tráfego global de petroleiros. Segundo pesquisas, apenas 27% dos americanos aprovam o conflito. E, mesmo entre os militantes mais aguerridos do MAGA, surgem fissuras sobre a conduta do conflito.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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