Mundo

Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro

Majid Takht Ravanchi afirmou que o país quer garantir que não será forçado a outra guerra no futuro

Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro
Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, diz vice-ministro
Navio de bandeira tailandesa atacado no Estreito de Ormuz – foto: Marinha da Tailândia/AFP
Apoie Siga-nos no

O Irã autorizou navios de alguns países a cruzarem o Estreito de Ormuz, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht Ravanchi, nesta quinta-feira 12, enquanto a via permanece efetivamente fechada durante a guerra com os Estados Unidos e Israel.

Teerã mantém, em grande parte, um bloqueio ao estreito para navios, mas o vice-ministro declarou, em entrevista à AFP, que alguns países solicitaram permissão para usar essa via e que o Irã “cooperou com eles”.

“Acreditamos que os países que se uniram à agressão não devem se beneficiar da passagem segura pelo Estreito de Ormuz”, enfatizou Takht Ravanchi, que negou os relatos de que a república islâmica teria colocado minas nessa passagem estratégica para o trânsito de petróleo e gás.

O vice-ministro também explicou que o Irã quer garantir que não seja forçado a outra guerra no futuro.

“Quando a guerra começou em junho do ano passado, após 12 dias houve uma suposta cessação das hostilidades… mas depois de oito ou nove meses, eles se reagruparam e fizeram tudo de novo”, disse, referindo-se aos Estados Unidos e a Israel. “Não queremos ser tratados assim novamente no futuro.”

Após a guerra de 12 dias em junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro deste ano, matando seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e desencadeando uma guerra que se espalhou por todo o Oriente Médio.

O Irã respondeu atacando interesses israelenses e americanos em toda a região.

“Antes do início da guerra, em diversas ocasiões, informamos nossos vizinhos de que, se os Estados Unidos agredissem o Irã, todos os ativos e bases americanas seriam alvos legítimos para o Irã”, declarou Takht Ravanchi. “Estamos agindo em legítima defesa. Continuaremos a agir em legítima defesa enquanto for necessário.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo