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Acusados de atentado que deixou 150 mortos em Moscou são condenados à prisão perpétua
O ataque aconteceu em 2024, quando um grupo invadiu uma sala de concertos atirando e depois incendiou o local
Um tribunal russo condenou 15 homens à prisão perpétua pelo atentado de 2024 contra uma sala de concertos em Moscou, que deixou 150 mortos.
No dia 22 de março de 2024, um grupo invadiu o Crocus City Hall, abriu fogo contra a multidão e incendiou o local. O ataque, o mais letal na Rússia em duas décadas, foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).
Quatro réus, todos cidadãos do Tadjiquistão, uma ex-república soviética da Ásia Central de maioria muçulmana, foram condenados por participação direta e 11 por cumplicidade.
O ataque, que também deixou 600 feridos, incluindo crianças, teve um grande impacto no país.
O Kremlin afirmou que a Ucrânia estava envolvida no atentado, mas nunca apresentou evidências para apoiar a acusação. As autoridades ucranianas negaram a acusação.
No momento do ataque, a Rússia já estava em guerra com o país vizinho há dois anos.
Após o atentado, Moscou reforçou as leis e endureceu o discurso anti-imigração. Muitas pessoas da Ásia Central vivem e trabalham na Rússia.
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