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A EMS no jogo

A farmacêutica brasileira compra a divisão de genéricos da francesa Sanofi

A EMS no jogo
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Ozempic, um dos medicamentos mais vendidos da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk — Foto: Adobe Stock
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A compra da Medley pela EMS marca um dos movimentos mais significativos do mercado brasileiro de genéricos. Avaliada em perto de 3,2 bilhões de reais, a operação envolve a aquisição de 100% da Medley, até então controlada pela francesa Sanofi. O negócio ainda depende de aprovação do Cade para ser concluído. Com a aquisição, o Grupo NC/EMS passa a concentrar cerca de 30% do mercado nacional de genéricos e projeta uma receita combinada próxima de 12 bilhões de reais.

A Sanofi vendeu a Medley para focar em áreas de maior valor agregado globalmente, enquanto a EMS enxerga na marca um ativo complementar que reforça seu portfólio. A companhia pretende manter as duas marcas independentes no varejo, ampliando opções para o consumidor.

A aquisição insere-se numa estratégia mais ampla de investimentos. Em 2024, a EMS inaugurou, em Hortolândia, interior de São Paulo, uma linha de peptídeos de 1 bilhão de reais, pensada justamente para novas classes terapêuticas, e em 2025 lançou as primeiras canetas emagrecedoras nacionais, a Olire e a Lirux. O movimento com a Medley consolida o ciclo de expansão e combina genéricos de alto volume com produtos inovadores de maior valor agregado.

Nestlé Vital

A Nestlé acaba de estrear globalmente no segmento de nutrição voltada ao público 40+, e escolheu o Brasil como ponto de partida. A nova marca, Nestlé Vital, é uma linha de bebidas nutricionais em pó para quem está na meia-idade e busca envelhecer com mais saúde e autonomia.

Desenvolvida a partir de pesquisa com 9 mil consumidores em seis países, a marca mira um público que declara insatisfação com a própria saúde física e mental e quer rotinas simples para cuidar melhor de energia, sono, força muscular e bem-estar geral. O investimento total no projeto foi de em torno de 203 milhões de reais, incluindo P&D e ampliação da fábrica de Araçatuba (SP), onde o produto será fabricado.

O Vital estreia com versões diurna e noturna, combinando proteínas, fibras, vitaminas, minerais e bioativos, em uma proposta de “envelhecimento inteligente”. A linha também preenche uma lacuna no portfólio da Nestlé entre o adulto de meia-idade e o público de Nutren Senior, reforçando a estratégia de longo prazo da companhia no mercado de longevidade.

Cinco minutos

A BYD anunciou um importante avanço para a mobilidade elétrica, o lançamento de uma nova bateria capaz de carregar 470 quilômetros de autonomia em cinco minutos. A inovação, viabilizada pela Super e-Platform, promete acabar com um dos maiores obstáculos na adoção de veículos elétricos, o tempo de espera nas estações de recarga.

Equipada com uma arquitetura de alta-tensão e suportando uma potência de carregamento de até 1 megawatt­, a nova bateria utiliza um sistema de resfriamento líquido para garantir segurança e eficiência extremas durante o processo. A tecnologia permite ao motorista recuperar energia na mesma velocidade em que abasteceria um carro tradicional a combustão.

Para os negócios da montadora, esse salto tecnológico é vital para consolidar a hegemonia global. A empresa tem apresentado um cenário mais desafiador na China e a inovação é um grande diferencial competitivo. No Brasil, a marca fechou 2025 com ao redor de 112 mil veículos emplacados, crescimento de quase 47% em relação ao ano anterior, assumindo a liderança isolada no segmento de eletrificados.

A novidade ainda não tem data confirmada para chegar ao Brasil. Por enquanto, a tecnologia é exclusiva do mercado chinês. A chegada de modelos com esse recurso depende da modernização da infraestrutura local. Os supercarregadores da nova plataforma exigem instalações capazes de fornecer até mil quilowatts, uma potência que a atual rede nacional de eletropostos ainda precisará de tempo e pesados investimentos para suportar.

A alma do negócio

O mercado publicitário brasileiro registrou crescimento expressivo em 2025. O setor movimentou 28,9 bilhões de reais, crescimento de 9,07% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são do painel Cenp-Meios. Não é um resultado desprezível. Com as constantes mudanças tecnológicas e disputas de diversos meios pela atenção dos consumidores, o setor parece ter consolidado as estratégias de mudanças e adaptação de linguagens para cada uma das plataformas de mídia. E confiado nas agências para construir relevância para as marcas.

Para 2026, o setor tem razões para manter o otimismo. A Copa do Mundo de Futebol tende a ser um período de grandes investimentos para segmentos como eletroeletrônicos, cerveja, varejo alimentar, artigos esportivos e outros. •

Publicado na edição n° 1404 de CartaCapital, em 18 de março de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘A EMS no jogo’

Este texto não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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