Mundo
Trump diz que EUA vão retirar sanções relacionadas ao petróleo de ‘alguns países’
O republicano não especificou a quais países se referia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira 9 que levantará algumas sanções que Washington mantém no setor petrolífero devido à agitação nos mercados causada pela guerra contra o Irã.
“Estamos levantando certas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir os preços”, disse Trump a jornalistas depois de manter uma conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin.
“Vamos retirar essas sanções até que isso se resolva”, acrescentou, sem especificar a que países se referia. “Estamos focados também em manter a energia e o petróleo fluindo para o mundo. Não vou permitir um regime terrorista manter o mundo como refém”, disse o presidente.
O valor do Brent, referência da commodity na Europa, registrou, nesta segunda-feira 9, uma alta de quase 23% em relação a sexta-feira 6, atingindo os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão.
Isso acontece principalmente pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, gargalo de transporte do combustível fóssil entre os golfos Pérsico e do Omã. m tempo de paz, cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo é transportado por essa rota. Ormuz é também essencial para o transporte de gás liquefeito, por exemplo, do Catar.
Mais cedo, o republicano disse guerra contra o Irã será uma “incursão de curto prazo”, mas garantiu que o conflito vai continuar “até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado”. “Fizemos uma pequena incursão porque achamos que precisávamos fazer isso para nos livrar de algumas pessoas. E acho que vocês verão que será uma incursão de curto prazo”, disse durante seu discurso na conferência do Partido Republicano.
O presidente norte-americano afirmou também que os EUA, junto com Israel, já afundaram 46 navios iranianos desde o começo da guerra. “Estamos destruindo o inimigo. A capacidade de drones e mísseis do Irã está sendo completamente destruída”,
(Com informações da AFP).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



