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Polícia apreende adolescente envolvido em estupro coletivo no Rio

O adolescente é apontado pela Polícia como mentor de ao menos dois crimes de estupro que são investigados e têm dinâmica parecida

Polícia apreende adolescente envolvido em estupro coletivo no Rio
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Créditos: Divulgação
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A Polícia do Rio de Janeiro apreendeu, nesta sexta-feira 6, o adolescente envolvido no caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro.

O adolescente, de 17 anos, se entregou na 54ª DP, de Belford Roxo, segundo informações da Polícia Civil.

Pela manhã, os agentes tinham cumprido mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao adolescente infrator, nos bairros de Copacabana, na zona sul, e de São Cristóvão, na zona norte. Até a apreensão, ele era considerado foragido da Justiça.

O mandado contra o adolescente foi expedido pelo juízo da Vara da Infância e da Juventude da Capital que acatou posição do Ministério Público, que se manifestou favorável à internação provisória do menor. Ele é investigado em dois casos de estupro.

Inicialmente, o órgão havia apresentado representação socioeducativa contra o adolescente, sem requerer a internação provisória, pelo entendimento de que não havia elementos que demonstrassem a necessidade da medida. Diante os novos fatos, no entanto, o MP considerou a medida necessária para ‘garantir a ordem pública, diante da possível reiteração infracional e também para assegurar a segurança pessoal do próprio adolescente’.

O adolescente é apontado pela Polícia como mentor de ao menos dois crimes de estupro que são investigados e têm dinâmica parecida. Outros quatros envolvidos no estupro coletivo em Copacabana, todos com idades a partir de 18 anos, estão presos.

Entenda o caso do estupro coletivo

Segundo a Polícia, a vítima foi convidada pelo adolescente de 17 anos, seu ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele, em Copacabana. O caso aconteceu em 31 de janeiro deste ano.

Ao chegar ao local, o adolescente teria insinuado à vítima de que eles fariam algo diferente, o que foi prontamente negado pela garota de 17 anos.

Já no interior do apartamento, a menina teria sido encaminhada a um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com seu ex, os outros quatro rapazes teriam entrado no cômodo.

Segundo relatos da vítima, após insistência do adolescente, ela concordou que os demais rapazes permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. Mas, segundo depoimentos, os rapazes se despiram, passaram, a beijá-la e apalpá-la, além de forçarem a vítima a fazer sexo oral. Ela também teria sofrido penetração de todos. A vítima narrou, ainda, que levou tapas, socos e um chute na região abdominal e que tentou sair do quarto, mas foi impedida.

Câmeras de segurança do condomínio mostram o momento em que a garota chega ao apartamento na companhia do adolescente, e também o momento em que ela deixa o imóvel, sendo acompanhada pelo adolescente até a porta. Também há registros da saída dos investigados do edifício em horários próximos ao crime.

O resultado do exame de corpo de delito aponta lesões compatíveis com violência física. A perícia identificou infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram descritos grupos de manchas nas regiões dorsal e glúteas.

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