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Carro de ‘Sicário’, operador de Daniel Vorcaro, é apreendido na BR-381 em Minas

O veículo era conduzido por um casal que ia de Belo Horizonte até São Paulo. Segundo eles, o carro pertencia a um amigo

Carro de ‘Sicário’, operador de Daniel Vorcaro, é apreendido na BR-381 em Minas
Carro de ‘Sicário’, operador de Daniel Vorcaro, é apreendido na BR-381 em Minas
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário'. Foto: Reprodução
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A Polícia Rodoviária Federal apreendeu na noite de quarta-feira 4 um veículo que pertencia a Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, cúmplice do banqueiro Daniel Vorcaro. A apreensão aconteceu na BR- 381, no município de Pouso Alegre, em Minas Gerais. O veículo era conduzido por um casal que ia de Belo Horizonte até São Paulo. Segundo eles, o carro pertencia a um amigo.

Os dois foram abordados horas depois da prisão de “Sicário” e do proprietário do banco Master, durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de quarta.

Blindado, o carro é avaliado em mais de 700 mil. Segundo a PRF, havia irregularidades em relação ao licenciamento do veículo e nenhum ilícito foi encontrado com o casal. Agora, ele ficará à disposição da Justiça.

Depois da prisão, “Sicário” atentou contra a própria vida enquanto ainda estava na Superintendência da PF em Minas. Ele foi reanimado, levado a um hospital em Belo Horizonte, mas morreu horas depois. Um inquérito para apurar as circunstâncias do caso foi aberto.

O termo “sicário” é usado para designar um indivíduo contratado para matar alguém, um assassino de aluguel.

A investigação aponta que Luiz Phillipi fazia parte de uma estrutura informal chamada “A Turma”, utilizada para realizar atividades de vigilância, obtenção de informações e monitoramento de pessoas ligadas às investigações ou críticas ao grupo. Os investigadores apontam que ele recebia 1 milhão de reais por mês para prestar serviços ilícitos.

O relatório da PF que embasou a operação desta terça aponta que o agente realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, utilizando credenciais de terceiros para acessar bases de dados ligadas a instituições de segurança e investigação. De acordo com os investigadores, houve acessos indevidos a sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e até a bases internacionais.

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