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Israel volta a atacar Beirute; tropas avançam no sul do Líbano

As hostilidades entre o exército israelense e o Hezbollah se intensificaram na quarta-feira

Israel volta a atacar Beirute; tropas avançam no sul do Líbano
Israel volta a atacar Beirute; tropas avançam no sul do Líbano
Um incêndio em uma fazenda solar e instalação de geração de eletricidade na cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, em 4 de março de 2026, foi causado por bombas de Israel. Foto: Kawnat HAJU / AFP
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Israel lançou novos ataques aéreos contra o Líbano pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira 5, enquanto seu Exército avançava em várias cidades fronteiriças no sul do país, que foi arrastado para a guerra no Oriente Médio.

O Líbano foi arrastado para o conflito na segunda-feira, após um ataque inicial do movimento pró-Irã Hezbollah contra Israel. O grupo armado xiita alega buscar vingança pela morte do aiatolá Ali Khamenei no sábado, primeiro dia da ofensiva israelense-americana.

Imagens da AFP na manhã desta quinta-feira mostraram uma coluna de fumaça subindo sobre Beirute após um ataque à zona sul da capital libanesa, um reduto do Hezbollah.

O Exército israelense declarou no Telegram que havia “iniciado ataques à infraestrutura do Hezbollah em Beirute”.

Uma coluna de fumaça é vista em Beirute, capital do Líbano, após novo ataque de Israel na madrugada de 5 de março de 2026. Foto: FADEL itani / AFP

Autoridades libanesas também anunciaram três novas mortes em ataques israelenses que atingiram dois carros na rodovia que leva ao aeroporto de Beirute. Antes disso, haviam relatado 72 mortos e mais de 83 mil deslocados desde o início dos ataques na segunda-feira.

O Exército israelense havia pedido aos moradores que deixassem esses bairros, alertando-os de que estava se preparando para atacar alvos que, afirmou, estavam ligados ao Hezbollah.

A agência de notícias libanesa Ani informou que seis membros de duas famílias morreram nesta quinta-feira em ataques aéreos no sul do Líbano: um prefeito e sua esposa em Nabatiyeh, e um casal com seus dois filhos em uma cidade próxima.

Além disso, de acordo com a Ani, Israel matou um líder do movimento islamista palestino Hamas em um campo de refugiados.

Wasim Atala al-Ali e sua esposa foram mortos quando “um drone inimigo atacou sua casa” no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a madrugada, informou a Ani, que o descreveu como membro de alto escalão do Hamas.

Ele é o primeiro líder do grupo palestino morto em um ataque direcionado desde o início da guerra no Oriente Médio.

Confrontos “diretos”

As hostilidades entre Israel e o Hezbollah se intensificaram na quarta-feira. O Exército israelense anunciou ter atacado diversas posições do Hezbollah ao sul do rio Litani, região da qual já havia instado os moradores a fugirem no início da tarde.

O Hezbollah enfrentará a “agressão israelense-americana” e não se renderá, afirmou seu líder, Naim Qassem, em um discurso transmitido pelo canal de seu partido, o primeiro desde o início da ofensiva israelense-americana contra o Irã.

O Hezbollah reivindicou a responsabilidade, na quarta-feira, por pelo menos 23 ataques contra Israel, um deles a instalações aeroespaciais no centro do país, o primeiro em uma região tão distante da fronteira.

Uma bandeira do Hezbollah é exibida em frente a edifícios bombardeados por Israel no Líbano. Foto: AFP

O grupo também afirmou ter atacado uma base militar no norte com um “míssil de precisão”.

No sul do Líbano, o Hezbollah relatou, pela primeira vez, confrontos “diretos” com soldados israelenses que entraram na cidade de Khiam, a seis quilômetros da fronteira com Israel.

Segundo um comunicado militar, o Exército “realizou uma nova onda de ataques e desmantelou a infraestrutura terrorista do Hezbollah em todo o Líbano”.

De acordo com os termos do cessar-fogo assinado em novembro de 2024, apenas as forças de paz da ONU e o Exército libanês estão autorizados a portar armas ao sul do rio Litani, uma área de fronteira com Israel.

Israel deveria ter retirado todas as suas forças, mas manteve tropas em cinco pontos que considera estratégicos e efetuou bombardeios regulares devido à recusa do Hezbollah em depor as armas.

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