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Vozes da dor e da esperança

Hora do Recreio, de Lucia Murat, é um documentário revelador da vida dos jovens periféricos do Rio de Janeiro

Vozes da dor e da esperança
Vozes da dor e da esperança
O filme acompanha alunos da rede pública de ensino – Imagem: Redes Sociais
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Lucia Murat, diretora de filmes como Doces Poderes (1995), Quase Dois Irmãos (2004) e Maré, Nossa História de Amor (2007), mergulha, em Hora do Recreio, no universo da educação pública brasileira voltada aos adolescentes. Selecionado no ano passado para a mostra Generation, do Festival de Berlim, o filme saiu de lá com a Menção Especial do Júri Jovem da Mostra. Na quinta-feira 12, o título estreia nos cinemas brasileiros.

É por meio de A Música da Mãe, do ­rapper Djonga, e dos quadros de Maxwell Alexandre, com seus corpos negros e periféricos, que Lucia nos transporta para o mundo que seus personagens habitam. Findo o rap, encerra-se a abertura do filme e surgem na tela os alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio do Rio de Janeiro.

A realidade que eclode na tela é de um impacto brutal. As histórias vividas e relatadas pelos jovens têm a força daquilo que é íntimo – e que as notícias sobre a violência não captam. Hora do Recreio não é, porém, um filme sobre o desalento. É, ao contrário, sobre a esperança que toda juventude – mesmo a mais marginalizada – pode e deve representar. E sobre o poder da arte.


Figuras históricas

A série Cinco Mulheres resgata figuras femininas icônicas do Brasill

O programa parte de cinco monólogos teatrais – Imagem: Redes Sociais

No domingo 8, Dia Internacional da Mulher, estreia na TV Cultura a série documental Cinco Mulheres, dirigida pelo jornalista e rea­lizador Paulo Markun.

A produção tem como protagonistas Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, Maria ­Quitéria, Marquesa de Santos e Nair de Teffé, mulheres consideradas ícones da história do Brasil.

A série se estrutura a partir de cinco monólogos que foram encenados por atrizes no Sesc Consolação, em São Paulo.

A eles são acrescentados, em cada episódio, depoimentos de especialistas e diálogos ficcionais entre as atrizes nos bastidores e nas apresentações dos monólogos.

Publicado na edição n° 1403 de CartaCapital, em 11 de março de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Vozes da dor e da esperança’

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