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Emagrecimento em pílulas

O Wegovy em comprimidos aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Emagrecimento em pílulas
Emagrecimento em pílulas
Pressão estética e farmácias clandestinas levam ao consumo sem controle de remédios como a sibutramina, enquanto o País discute banimento de substâncias do gênero. Foto: Tobyotter/Flickr
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OA farmacêutica Novo Nordisk ingressou na Anvisa com um pedido de aprovação do Wegovy em comprimidos (semaglutida oral de 25 mg). Será a primeira versão em pílula do princípio ativo voltada exclusivamente para o tratamento da obesidade e a redução do risco cardiovascular no Brasil. A novidade promete impulsionar a adesão ao tratamento por dispensar o uso das agulhas e eliminar a necessidade de guardar o produto na geladeira, o que facilita a armazenagem e o transporte.

No estudo clínico de fase 3, denominado OASIS 4, o comprimido apresentou alto grau de eficácia. Os pacientes registraram uma perda média de 16,6% a 17% do peso corporal após 64 semanas de uso. O índice é estatisticamente equivalente àquele da versão injetável. Mais de um terço dos usuários avaliados perdeu 20% ou mais do peso original.

Atualmente, a única semaglutida oral comercializada nas farmácias do País é o Rybelsus. A pílula é, porém, restrita ao tratamento do diabetes tipo 2 e tem um custo mensal que varia de 690 reais a 1,3 mil reais, a depender da dosagem. Os preços do novo comprimido ainda não estão definidos. A expectativa é de que o valor fique próximo das versões injetáveis.

iPhone compacto

A Apple apresentou oficialmente o iPhone 17e. O modelo mantém a tela de 6,1 polegadas e traz o processador A19, que garante a mesma velocidade de operação dos aparelhos mais caros. O ­smartphone inaugura os componentes próprios de conexão da Apple, melhorando o sinal de rede e otimizando a duração da energia da bateria. O visor ganhou a proteção ­Ceramic Shield 2 para aumentar a segurança contra quedas. O equipamento também passou a ter carregamento magnético ­MagSafe e tem uma câmera traseira única de 48 ­megapixels para registrar rapidamente os melhores momentos.

O lançamento tem armazenamento inicial de fábrica para 256 gigabytes e ­custa, nos EUA, 599 dólares. No Brasil, será vendido nas cores branco, preto e rosa pelo preço sugerido de 5,8 mil reais. A pré-venda nacional começará neste mês.

Caixão com grife

Conhecida por transformar objetos improváveis em itens disputados, a Supreme, marca queridinha dos norte-americanos, voltou a testar os limites do marketing e da cultura pop ao lançar um caixão com sua assinatura. O produto foi feito em parceria com a americana Titan Caskets. Nos Estados Unidos, o preço de lançamento foi de 3.798 dólares e o item esgotou em poucos minutos, repetindo a lógica de escassez que sustenta a imagem da marca

O caixão segue a estética exagerada típica dos acessórios da Supreme: estrutura em aço de calibre 20, perto de 82 quilos, acabamento externo brilhante com o logotipo e interior revestido com tecido estampado em “pele” de leopardo. A ficha técnica também cita cama interna ajustável, vedação de borracha e alças laterais reforçadas, aproximando o item de um produto real, não só de uma peça de provocação. Vale uma reflexão a partir do lançamento. Se você acha que a vida está cara, a eternidade em um ­Supreme sai por cerca de 20 mil reais.­ Isso sem as taxas de importação e frete.

A Supreme foi fundada em 1994, em Nova York, por James Jebbia, surgindo como uma pequena loja voltada para a cultura do skate e o cenário ­underground. A marca tornou-se um fenômeno de marketing ao adotar a estratégia de escassez e exclusividade, criando os famosos “drops”, lançamentos-surpresa com quantidades limitadíssimas que transformaram os produtos em itens de colecionador, gerando filas gigantescas e alto valor.

 Ovos de ouro

A multinacional brasileira Global Eggs, fundada em 2018 pelo empresário Ricardo Faria, recebeu um aporte de até 1 bilhão de dólares (perto de 5,2 bilhões de ­reais) da gestora norte-americana de private ­equity Warburg Pincus. Com a nova operação, a companhia passa a ser avaliada no mercado financeiro em 8 bilhões de dólares.

Atualmente, a Global Eggs opera mais de 50 granjas espalhadas por três continentes, entre elas a Granja Faria, no Brasil, o Hevo Group, na Espanha, e a Hillandal­e Farms, nos Estados Unidos. Com plantel global que ultrapassa a marca de 45 milhões de aves, a empresa projeta uma produção superior a 15 bilhões de ovos apenas neste ano.

A injeção de capital será viabilizada por meio de um fundo específico da gestora, o Warburg Pincus Capital Solutions Founders. O principal objetivo desse investimento bilionário é financiar a próxima fase de expansão internacional do grupo. Os recursos estratégicos permitirão acelerar a entrada da companhia em novos mercados globais e fortalecer o ­portfólio de marcas. Além disso, o aporte busca apoiar o modelo verticalizado da empresa, impulsionando a eficiência operacional em escala mundial. •

Publicado na edição n° 1403 de CartaCapital, em 11 de março de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Emagrecimento em pílulas’

Este texto não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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