Economia

Guerra contra o Irã deve custar quase US$ 3 bilhões por semana para Israel

A informação foi compartilhada pelo Ministério das Finanças israelense com a agência de notícias ‘Reuters’

Guerra contra o Irã deve custar quase US$ 3 bilhões por semana para Israel
Guerra contra o Irã deve custar quase US$ 3 bilhões por semana para Israel
A população de Tel Aviv se abriga em bunkers após o agravemento da guerra contra o Irã. Foto: Maya Levin / AFP
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A guerra contra o Irã deve custar quase 3 bilhões de dólares por semana para a economia de Israel. A estimativa foi compartilhada pelo Ministério das Finanças com a agência de notícias internacionais Reuters nesta quarta-feira 4.

Segundo a publicação, os prejuízos calculados pelo governo israelense são de 9 bilhões de shekels, uma quantia estimada em 2,93 bilhões de dólares ou algo em torno de 15,3 bilhões de reais na cotação atual.

A estimativa leva em conta, principalmente, a forte paralisação de atividades diante do agravamento do conflito iniciado no último sábado 28. Outro fator citado na conta é a convocação de forças da reserva.

De acordo com o ministério, os prejuízos podem ser menores caso uma solicitação de flexibilização de deslocamentos e atividades seja atendida. A pasta pediu para que o alerta vermelho, em vigor atualmente em Israel, passe para laranja, o que permitiria o retorno à normalidade para parte da população. O custo, neste cenário, é estimado em 4,3 bilhões de shekels ou 1,4 bilhão de dólares (algo em torno de 7,3 bilhões de reais).

O conflito contra o Irã foi desencadeado por ataques promovidos por Israel, em conjunto com os Estados Unidos, iniciados no sábado. Desde então, Teerã e outras cidades da República Islâmica são bombardeadas incessantemente. Estima-se que mais de mil pessoas já morreram nos bombardeios israelenses e norte-americanos. Entre as vítimas está o líder supremo Ali Khamenei.

A perspectiva é de que o conflito se prolongue por ‘algumas semanas’. A projeção foi feita pelo governo de Israel nesta quarta. Os EUA também sinalizam não ter prazo para encerrar as ações no Irã. A República Islâmica, por fim, disse não querer negociação e afirma estar preparada para uma guerra prolongada. A guerra, convém registrar, já se expandiu para o Líbano, alvo de ataques de Israel, e para outras nações do Oriente Médio, que sofreram represálias e foram bombardeadas pelo Irã.

Para a economia global, o custo do conflito deve ser sentido, especialmente, no preço do petróleo. O barril de óleo bruto já passa dos 80 dólares, com previsão de superar os 100 dólares nos próximos dias após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. O reflexo na inflação e nos juros deve bater na porta de países que dependem da passagem para o combustível, em regiões como Ásia e Europa. Para o Brasil, há quem aposte em efeito contrário, já que o país pode se apresentar como um mercado alternativo do combustível fóssil.

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