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Irã adia funeral de Estado do líder supremo Ali Khamenei

Ele morreu no sábado 28 em ataques promovidos por Israel e EUA contra Teerã

Irã adia funeral de Estado do líder supremo Ali Khamenei
Irã adia funeral de Estado do líder supremo Ali Khamenei
Iranianos lamentam a morte do líder supremo Ali Khamenei em Teerã, capital da República Islâmica. Foto: AFP
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O Irã decidiu adiar o funeral de Estado de seu guia supremo, Ali Khamenei, inicialmente previsto para começar nesta quarta-feira 4 à noite em Teerã. O adiamento ocorre após novos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos no país.

“A cerimônia de despedida do imã mártir foi adiada (…) diante da previsão de uma participação sem precedentes”, afirmou a televisão estatal. A nova data será “comunicada posteriormente”, acrescentou.

Poucas horas antes, as autoridades haviam anunciado uma homenagem a Khamenei para a noite de quarta-feira em Teerã. O líder supremo, que tinha 86 anos, faleceu em um bombardeio no sábado. O enterro acontecerá na cidade sagrada de Mashhad (nordeste do país), de onde era natural.

Sucessor será assassinado, diz Israel

O sucessor de Khamenei no posto de líder supremo da República Islâmica ainda não foi escolhido, mas Israel já anunciou que há planos para o seu assassinato. De acordo com o ministro Defesa de Israel, Israel Katz, qualquer dirigente iraniano escolhido para o posto será ‘eliminado’. A ameaça foi feita nas redes sociais.

“Qualquer dirigente eleito pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo de assassinato, não importa seu nome nem onde se esconda”, afirmou o ministro Katz em uma mensagem publicada no X nesta quarta.

Sem negociação

Também nesta quarta-feira, o Irã disse não ter a intenção de negociar com os Estados Unidos. Os responsáveis pelo comando do país também sustentam que estão preparados para uma guerra longa.

“Não temos nenhuma confiança nos americanos e não temos nenhuma base para negociar com eles. Podemos continuar a guerra pelo tempo que desejarmos”, afirmou Mohammad Mokhbar, o principal conselheiro do falecido líder supremo.

(com informações de AFP)

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