Mundo
Trump diz que Marinha dos EUA vai escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz
A passagem é vital para o transporte de petróleo e gás
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira 3 que a Marinha dos EUA vai oferecer escolta a navios que passarem pelo Estreito de Ormuz, em uma manobra para tentar furar o bloqueio determinado pela Guarda Revolucionária do Irã. Na segunda-feira, o País anunciou o fechamento da rota e ameaçou atacar os navios que desafiarem o bloqueio.
Além disso, Trump anunciou que determinou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês) que forneça “seguro contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo” que transita no Golfo Pérsico.
“Independentemente da situação, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia para o mundo. O poder econômico e militar dos Estados Unidos é o maior da Terra — mais ações virão”, declarou o presidente na rede TruthSocial. O Estreito de Ormuz é vital para o transporte de petróleo e gás, já que cerca do 20% do petróleo mundial transita pela região.
A guerra no Oriente Médio ameaça uma região crucial para a produção e exportação de hidrocarbonetos, o que abala os mercados, com uma alta considerável nos preços do petróleo e do gás.
O Catar suspendeu, nesta terça-feira, a fabricação de determinados produtos, como polímeros, metanol e alumínio, após interromper a produção de gás natural liquefeito (GNL) devido a um ataque iraniano às suas instalações.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
A incógnita sobre a presença do Irã na Copa do Mundo 2026
Por AFP
Como apostadores tiveram lucro bilionário com ataque de EUA e Israel ao Irã
Por CartaCapital
Guerra no Irã deixa milhares presos no Oriente Médio
Por Deutsche Welle



