Sociedade

O que se sabe sobre o caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no Rio

A Polícia prendeu, nesta terça-feira, Matheus Verissimo Zoel Martins, um dos réus no caso; outros três continuam foragidos

O que se sabe sobre o caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no Rio
O que se sabe sobre o caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no Rio
Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo. Créditos: Foto: Divulgação/Disque Denúncia
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A Polícia prendeu, na manhã desta terça-feira 3, dois acusados de participar de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro.

Pela manhã, Matheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, foi preso após comparecer com a sua defesa à 12ª DP de Copacabana, onde o caso é investigado. Logo após o caso, João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos, se apresentou na 10ª DP, em Botafogo.

Outros dois jovens são considerados foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que é filho de um secretário do Rio.

Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana. Créditos: Reprodução

Segundo informações da TV Globo, os quatro viraram réus depois de a Justiça do Rio acatar denúncia encaminhada pelo Ministério Público. À reportagem de CartaCapital, o MP-Rio confirmou o oferecimento da denúncia à Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA), mas não forneceu informações sobre o andamento do caso, que se encontra em sigilo.

A Polícia também confirmou à reportagem que cinco pessoas foram indiciadas, entre eles um menor de idade. A corporação representou pela prisão dos homens e apreensão do adolescente, pelos crimes de estupro e por ato infracional análogo ao mesmo crime, no caso do menor de idade. O procedimento do adolescente foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, que ainda não tinha decidido sobre a apreensão.

Entenda o caso

Segundo a Polícia, a vítima foi convidada por um adolescente, seu ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele, em Copacabana. O caso aconteceu em 31 de janeiro deste ano.

Ao chegar ao local, o adolescente teria insinuado à vítima de que eles fariam algo diferente, o que foi prontamente negado pela garota de 17 anos.

Já no interior do apartamento, a menina teria sido encaminhada a um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com seu ex, os outros quatro rapazes teriam entrado no cômodo.

Segundo relatos da vítima, após insistência do adolescente, ela concordou que os demais rapazes permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. Mas, segundo depoimentos, os rapazes se despiram, passaram, a beijá-la e apalpá-la, além de forçarem a vítima a fazer sexo oral. Ela também teria sofrido penetração de todos. A vítima narrou, ainda, que levou tapas, socos e um chute na região abdominal e que tentou sair do quarto, mas foi impedida.

Câmeras de segurança do condomínio mostram o momento em que a garota chega ao apartamento na companhia do adolescente, e também o momento em que ela deixa o imóvel, sendo acompanhada pelo adolescente até a porta. Também há registros da saída dos investigados do edifício em horários próximos ao crime.

O resultado do exame de corpo de delito aponta lesões compatíveis com violência física. A perícia identificou infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram descritos grupos de manchas nas regiões dorsal e glúteas.

Um dos foragidos é filho de secretário do Rio

Vitor Hugo Oliveira Simonin, foragido, é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, cargo vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Na segunda-feira 2, a secretária Rosângela Gomes publicou uma nota em suas redes sociais, dizendo que recebeu as informações sobre o caso com ‘indignação e tristeza’. A secretária disse, ainda, que a pasta está prestando apoio jurídico e psicológico à família da vítima.

Nesta terça-feira 3, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos anunciou, por meio de nota, a exoneração do subsecretário José Carlos Simonin. Segundo a pasta, a medida foi adotada no âmbito administrativo, visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados.

O governador do estado, Claudio Castro (PL), também se manifestou sobre o caso, que classificou como revoltante. O governador afirmou, ainda, ter determinado urgência total para localizar e prender todos os envolvidos.

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