Mundo

França vai reforçar arsenal militar com novas ogivas nucleares, diz Macron

O País possui atualmente cerca de 290 ogivas nucleares

França vai reforçar arsenal militar com novas ogivas nucleares, diz Macron
França vai reforçar arsenal militar com novas ogivas nucleares, diz Macron
O presidente da França, Emmanuel Macron. Foto: Ludovic MARIN / AFP
Apoie Siga-nos no

Em anúncio feito ao vivo à população nesta segunda-feira 2, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país vai aumentar o número de ogivas nucleares em seu arsenal militar. O pronunciamento do chefe de Estado, que já estava previsto antes do ataque israelo-americano ao Irã no sábado 28, vem em resposta ao “período de turbulência geopolítica”.

A França possui atualmente 290 ogivas nucleares. Antes de 2008, esse número era um pouco superior a 300, quando o então presidente, Nicolas Sarkozy, decidiu reduzi-lo ao nível atual.

“Não se trata de entrar em uma corrida armamentista”, enfatizou o presidente francês durante um discurso na base naval de Île-Longue, no noroeste do país, onde estão os quatro submarinos nucleares de mísseis balísticos (SSBNs) da Marinha Francesa.

“Mas minha responsabilidade”, continuou ele, “é garantir que nossa dissuasão mantenha seu poder destrutivo garantido”. “Consequentemente, ordenei um aumento no número de ogivas nucleares em nosso arsenal.”

Para acabar com qualquer especulação, Emmanuel Macron não especificou o número de ogivas nucleares adicionais que estão sendo consideradas. “Não divulgaremos mais números sobre nosso arsenal nuclear, ao contrário do que pode ter acontecido no passado”, afirmou.

Segurança da Europa

Sobre a contribuição da França para a segurança do continente europeu, o presidente falou de “um novo passo” rumo à “dissuasão avançada”, complementar à da Otan, sem romper com os fundamentos da doutrina original do país. A Alemanha será um parceiro fundamental nesse esforço, acrescentou. Polônia, Holanda, Bélgica e Dinamarca também participarão.

“Não haverá compartilhamento da decisão final, nem do seu planejamento”, nem da definição de “interesses vitais franceses”, declarou Emmanuel Macron. No entanto, os Estados poderão participar de exercícios militares dentro dessa estrutura, disse ele.

“A França, portanto, sempre assumirá a responsabilidade exclusiva pela transposição deliberada do limiar nuclear”, insistiu.

A França gasta atualmente cerca de € 5,6 bilhões (mais de R$ 34 bilhões) por ano para manter seu estoque atual de 290 ogivas nucleares. Elas podem equipar mísseis balísticos de alcance intercontinental, lançáveis a partir de submarinos ou mísseis disparados por aviões de caça Rafale. Esse número representa o quarto maior arsenal do mundo, bem atrás da Rússia, dos Estados Unidos e da China.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo