Política

Múcio diz que Brasil monitora tensões no Irã e defende a ampliação de investimentos nas Forças Armadas

Segundo o ministro da Defesa, o atual momento exige que o País fortaleça sua capacidade de dissuasão para proteger seu território e suas riquezas

Múcio diz que Brasil monitora tensões no Irã e defende a ampliação de investimentos nas Forças Armadas
Múcio diz que Brasil monitora tensões no Irã e defende a ampliação de investimentos nas Forças Armadas
Foto: Hisaac Gomes-MD
Apoie Siga-nos no

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta segunda-feira 2 que o Brasil acompanha com atenção “ponto a ponto” da escalada de tensão no Oriente Médio, após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel no Irã. Ao comentar o tema com jornalistas em Brasília, o auxiliar do presidente Lula (PT) defendeu a ampliação dos investimentos militares no Brasil diante do cenário global.

Segundo ele, o atual momento exige que o País fortaleça sua capacidade de dissuasão para proteger seu território e suas riquezas. Na avaliação do chefe da Defesa, existe a necessidade de preparação para um contexto internacional mais adverso, embora reconheça que a diplomacia permanece como principal instrumento de atuação externa.

O pleito, disse Múcio, já teria sido levado a Lula, que concordou com a necessidade de mais investimentos nas Forças e autorizou a liberação gradual de recursos para projetos estratégicos da pasta. O ministro disse que, hoje, o Brasil destina apenas 1% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para a Defesa — um montante pequeno, segundo ele, diante do que outras nações destinam.

“Quando eu digo que nós precisamos investir mais em Defesa, é para defender o que somos, o que temos, as nossas riquezas que são muitas. Temos forças que são muito menores do que as nossas necessidades”, declarou o ministro, defendendo que o patamar mínimo de investimentos no setor seja de 2% do PIB.

De acordo com Múcio, o monitoramento contínuo da situação no Irã é realizado por centros de estudos estratégicos do Exército, responsáveis por produzir informes detalhados sobre a conjuntura internacional. A intenção é antecipar riscos e garantir capacidade de resposta rápida, tanto em cenários de crise quanto em missões humanitárias.

“O general [Tomás Paiva] ontem me passou um informe muito completo de como estava a situação. E assim como foi na Venezuela, nesses países, onde a gente tem perspectiva de ter problema, nós estamos preparados, não para agredir. A Força Armada Brasileira existe para dissuasão, nós protegemos o nosso País”.

No sábado, o Oriente Médio tornou-se o centro da atenção mundial após o ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A ofensiva com bombardeios no país ocasionou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e integrantes da família dele.

O evento da capital federal nesta segunda-feira marcou a primeira cerimônia de incorporação de mulheres ao serviço militar inicial feminino. Ao todo, 1.467 serão distribuídas por 51 municípios de 13 estados e do Distrito Federal, sendo 157 na Marinha, 1.010 no Exército e 300 na Força Aérea. Participaram da cerimônia a senadora Leila Barros (PDT), da deputada federal Bia Kicis (PL), da coronel da PMDF, Ana Paula Barros, além de outros militares de alta patente.

O serviço militar inicial feminino permite, de forma voluntária, que mulheres, ao completarem 18 anos, ingressem no serviço militar com os mesmos direitos e deveres atribuídos aos homens.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo