Política
Bolsonaro divulga carta da prisão, defende Michelle e pede fim de críticas internas
Ex-presidente afirma que ataques ‘da própria direita’ prejudicam aliados e diz que apoios para 2026 devem ser construídos ‘pelo diálogo e convencimento’
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou neste domingo 1º uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão. No texto, Bolsonaro sai em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e critica ataques feitos por integrantes do próprio campo político. Ele pede união entre aliados e afirma que disputas por candidaturas devem ser resolvidas por meio de diálogo.
Bolsonaro cumpre pena no Complexo da Papuda, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado. A carta foi tornada pública em meio a embates internos no PL e no grupo bolsonarista sobre a condução das articulações eleitorais para 2026.
No documento, o ex-presidente afirma: “Dirijo-me a todos que comungam comigo dos mesmos valores – Deus, Pátria, Família e Liberdade – para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”. Em outro trecho, sustenta que, em uma campanha majoritária e na definição das vagas ao Senado, “os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”.
Bolsonaro também relata ter orientado Michelle a adiar maior envolvimento político. “À Michelle pedi para só se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”, escreveu.
Carta escrita à mão por Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução redes sociais
A divulgação ocorre em meio a divergências públicas entre aliados sobre prioridades e apoios eleitorais. Michelle é apontada como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apresentado como pré-candidato à Presidência. Nos últimos dias, declarações de integrantes do grupo expuseram diferenças sobre estratégias e alinhamentos.
Na carta, Bolsonaro não menciona nomes específicos, mas defende que o campo conservador preserve a unidade. O texto é encerrado com um agradecimento aos apoiadores e um apelo: “Da nossa união o futuro do Brasil”.
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