Augusto Diniz | Música brasileira
Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.
Augusto Diniz | Música brasileira
Com álbum audiovisual, violinista francês Nicolas Krassik reafirma paixão pelos ritmos brasileiros
Músico lança álbum de forró, mas diz que ‘não desistiu do samba nem do choro’
O violinista francês Nicolas Krassik passou o Carnaval no Rio de Janeiro em 2001. Ele já era um amante dos ritmos brasileiros, mas veio ouvir de perto a música de que tanto gostava. Acabou, no mesmo ano, se mudando de vez para o Brasil.
De lá para cá, lançou discos e se apresentou com artistas de ponta da música brasileira. Uma delas foi Beth Carvalho. Krassik fez uma participação antológica com seu violino no DVD Beth Carvalho – A Madrinha do Samba Ao Vivo Convida (2004), interpretando ao lado da cantora a clássica Folhas Secas (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito).
Outro grande artista com quem o francês teve contato importante foi Gilberto Gil. Ele gravou o disco Fé na Festa (2010), de Gil, e depois saiu em turnê, acompanhando o cantor por quatro anos.
Nicolas Krassik tem vários álbuns lançados, incluindo Na Lapa (2004), Caçuá (2006), Odilê, Odilá (2009) e Mestrinho e Nicolas Krassik (2016). E agora ele lança Em Cenas, que tem um projeto audiovisual gravado no Instituto Brincante, em São Paulo (SP).
“A gente tocou como se estivéssemos no show”, explica o violinista, que fez o registro sem público, mas com a banda. “Foi um repertório muito amadurecido. Queria mostrar essa energia de quando estamos no palco, que é bem diferente de quando estamos no estúdio. Queria que as pessoas vissem a nossa cara”, conta.
No palco, ele toca seu violino ao lado de Pablo Moura (sanfona), Guegué Medeiros (zabumba), Lau Trajano (baixo) e Kabé Pinheiros (percussão). Tem ainda participação especial de Luciana Romanholi (guitarra).
Pela sanfona e zabumba presentes na banda, já dá para perceber tratar-se de um trabalho de ritmos nordestinos.
O álbum audiovisual é quase todo com suas composições. Há apenas duas releituras de músicas de Gilberto Gil e uma de Dominguinhos.
Apesar de nos últimos anos ter se dedicado a trabalhos no forró, ele não esquece dos tempos em que chegou ao País e se aproximou de dois gêneros tipicamente cariocas: samba e choro.
“Quando saio para me divertir, costumo ir ao forró para ouvir e dançar. Mas não desisti nem do samba nem do choro”, ressalta. Ele diz que tem vontade de gravar um disco com instrumentação tradicional do samba.
Assista à entrevista de Nicolas Krassik a CartaCapital:
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