Do Micro Ao Macro

Cinco trocas simples que reduzem até 85% do gasto com iluminação

Mudanças no tipo de lâmpada, na temperatura de cor e no uso de automação reduzem consumo de energia em residências e pequenos negócios

Cinco trocas simples que reduzem até 85% do gasto com iluminação
Cinco trocas simples que reduzem até 85% do gasto com iluminação
Tarifa Social de Energia Elétrica dispara em interesse online: veja os estados que mais buscaram pelo benefício
Apoie Siga-nos no

A iluminação em LED pode reduzir em até 85% o consumo de energia elétrica quando substitui lâmpadas incandescentes ainda usadas em parte das residências brasileiras.

A estimativa considera comparações de eficiência energética e mantém o mesmo fluxo luminoso, segundo dados técnicos do setor e informações do Procel.

No Brasil, fabricantes já migraram quase integralmente seus portfólios para essa tecnologia. A mudança acompanha tendência global de substituição de modelos mais antigos por opções de menor consumo.

Além disso, o peso da iluminação na conta de luz explica a atenção ao tema. A Agência Internacional de Energia calcula que a atividade responde por cerca de 15% do consumo global de eletricidade. No mercado brasileiro, o Procel estima participação próxima de 23% no consumo residencial.

Rodolfo Naves, Head Comercial da Elgin. traz recomendações práticas para quem quer reduzir o consumo em casa ou no pequeno negócio sem abrir mão da qualidade da luz.

Substituir lâmpadas antigas

Em primeiro lugar, a troca de lâmpadas incandescentes ou fluorescentes representa o passo mais direto. O LED consome até 85% menos energia do que a incandescente e cerca de 45% menos do que a fluorescente, mantendo a mesma quantidade de luz.

Além da economia mensal, a vida útil pode ser até 25 vezes maior. Dessa forma, há redução na frequência de substituições.

Ajustar temperatura na iluminação

Por outro lado, a escolha da temperatura de cor interfere no uso racional da energia. A medida em Kelvin define se a luz será mais branca ou mais amarelada.

Em cozinhas, banheiros e escritórios, a luz fria, acima de 6.500K, tende a favorecer atividades que exigem atenção. Já tons entre 2.700K e 3.000K são mais indicados para quartos e salas. Quando a iluminação é inadequada, há tendência de acrescentar novos pontos de luz, elevando o consumo.

Aproveitar luz natural

Antes de ampliar a rede elétrica, vale revisar o aproveitamento da luz natural. A disposição de móveis, o uso de espelhos e cores claras nas paredes ajudam a distribuir melhor a claridade ao longo do dia.

Segundo o Procel, essa prática pode representar economia de até 30% nos gastos com iluminação residencial.

Usar fitas de LED

Além das lâmpadas convencionais, fitas LED atendem áreas específicas, como armários e corredores. Modelos atuais operam em 110V ou 220V sem necessidade de fonte externa.

Assim, a instalação se torna mais simples e o consumo permanece inferior ao de luminárias tradicionais no mesmo ponto.

Automatizar iluminação

Por fim, sistemas de controle remoto e programação de horários reduzem desperdícios. Lâmpadas e plafons conectados permitem desligamento à distância e ajuste de intensidade.

Em pequenos negócios, o recurso facilita o monitoramento de horários de funcionamento e contribui para evitar que a iluminação LED permaneça acionada sem necessidade.

Com medidas técnicas e ajustes de uso, a iluminação LED se consolida como alternativa para reduzir consumo de energia e aliviar a conta de luz em residências e empresas de pequeno porte.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo