Ambulantes denunciam racismo, xenofobia e violência policial no Brás

Trabalhadores ambulantes de São Paulo relatam rotina de violência da PM

A violência policial contra vendedores ambulantes é um fenômeno antigo (e constante) em São Paulo. Entretanto, segundo os próprios trabalhadores, esses episódios se tornaram mais intensos desde que Ricardo Nunes (MDB) assumiu a prefeitura: policiais militares passaram a substituir os guardas civis metropolitanos e até mesmo os próprios fiscais, gerando abordagens muito mais violentas durante o “rapa”. Ataques com cassetetes, tasers e balas de borracha se tornaram rotina. Uma das situações mais trágicas se deu em abril de 2025, quando o imigrante senegalês Nbgagne Mbaye foi morto a tiros por um PM durante uma operação. CartaCapital esteve no Brás, bairro de comércio popular na Zona Leste de São Paulo, para ouvir as histórias dos ambulantes.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.