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Avaliação de Milei piora entre os argentinos; 53,1% dizem que o governo é ‘ruim’ ou ‘péssimo’
Esse é o pior índice registrado na série histórica da pesquisa AtlasIntel
O governo de Javier Milei é considerado ‘ruim’ ou ‘péssimo’ pela maioria dos eleitores argentinos. O dado aparece na nova pesquisa AtlasIntel feita no país e divulgada nesta quinta-feira 26.
De acordo com o levantamento, 53,1% dos argentinos avaliam negativamente o governo Milei em fevereiro. O índice aumentou na comparação com janeiro (47,6%) e é o pior já registrado na série histórica da pesquisa. Veja o comparativo:

A desaprovação ao governo de Milei também apontou para cima, segundo a pesquisa AtlasIntel. O índice saiu de 52,8% em janeiro para 55,3% em fevereiro. Este é o segundo pior desempenho registrado pelo político no levantamento. A aprovação, no mesmo período, caiu. Confira os resultados:

Na Argentina, a AtlasIntel entrevistou 4.761 eleitores entre os dias 19 e 24 de fevereiro, usando o método do recrutamento digital (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos.
Desemprego e situação econômico voltam a incomodar
A pesquisa também monitorou a visão de argentinos sobre os principais problemas do país. A corrupção ainda é mencionada como o maior mal, mas o desemprego e a situação econômica voltaram a incomodar a população de maneira mais significativa.

Reforma trabalhista desnecessária
Os argentinos também foram questionados sobre a reforma trabalhista promovida pelo governo Milei. Os resultados indicam certa divisão, com leve predominância daqueles que consideram a medida como desnecessária. São 46% que acham que o projeto precisava ser colocado em prática neste momento, contra 49% que não veem necessidade na medida. Só 5% não souberam responder.
Ao desmembrar a avaliação do tema sobre os principais pontos da reforma, apenas os aumentos salariais por rendimento são bem avaliados pelos argentinos. Os demais itens do texto de Milei são rejeitados. Confira:

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