CartaExpressa

Moraes pede explicações da PM do DF após Torres receber visita irregular na Papudinha

Parentes do golpista condenado teriam entrado na prisão fora do horário permitido

Moraes pede explicações da PM do DF após Torres receber visita irregular na Papudinha
Moraes pede explicações da PM do DF após Torres receber visita irregular na Papudinha
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Foto: Sergio Lima/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para que a administração da Papudinha, feita pela Polícia Militar do Distrito Federal, preste esclarecimentos sobre a realização de uma visita irregular ao ex-ministro Anderson Torres. A decisão sobre o bolsonarista condenado a 24 anos de prisão por envolvimento na trama golpista foi assinada nesta segunda-feira 23.

A visita irregular está registrada em um relatório da primeira semana de fevereiro, enviado pela própria administração da unidade prisional ao STF. O documento registra a entrada do pai e da irmã de Torres no dia 11 de fevereiro, das 17h às 19h. A data é uma quarta-feira, dia em que as visitas são permitidas. O horário, no entanto, é incompatível e ultrapassa o permitido, fixado entre 8h e 16h, em três faixas específicas.

Torres está preso desde 2025, em uma cela de aproximadamente 55 metros quadrados com banheiro, cozinha, sala, lavanderia e área externa — onde tem direito a banho de sol. A Papudinha é um prédio no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, reservado para policiais militares e outras autoridades de relevância.

O ex-ministro divide o espaço com o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques. Quem também está detido na Papudinha é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo por ter sido o líder do “núcleo crucial” da trama golpista.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo