Mundo
Veto da Hungria impede aprovação de novas sanções da UE contra Rússia
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, é um dos poucos aliados de Vladimir Putin no continente
A União Europeia não poderá adotar novas sanções nesta segunda-feira 23 contra a Rússia devido ao veto da Hungria, confirmou a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas.
A Comissão Europeia apresentou aos ministros o 20º pacote de sanções contra a Rússia, em resposta à invasão da Ucrânia, que completa quatro anos na terça-feira. O objetivo era conseguir a aprovação antes do aniversário.
“Ouvimos declarações muito firmes por parte da Hungria. Infelizmente, não vejo realmente como poderiam voltar atrás na posição que defendem hoje”, declarou Kallas antes do início de uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE.
“Obviamente, fazemos tudo o que é possível para levar adiante este pacote de sanções e conseguir que seja adotado”, acrescentou.
A Hungria anunciou no fim de semana a intenção de bloquear a adoção do pacote de sanções enquanto o fornecimento de petróleo russo através do oleoduto Druzhba não for retomado.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que também bloquearia a aprovação de um empréstimo de 90 bilhões de euros (551 bilhões de reais) para a Ucrânia, decidido em dezembro.
As novas sanções que a UE pretendia adotar contra a Rússia eram direcionadas principalmente aos setores bancário e energético.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



