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Lula defende diálogo com Trump e diz que encontro em março tratará de comércio, segurança e narcotráfico
Petista afirma que soberania nacional não será tema de concessões
O presidente Lula (PT) afirmou que vai se reunir em março com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir temas como comércio, combate ao narcotráfico e cooperação econômica. Em entrevista ao India Today, publicada nesta sexta-feira 20, o petista disse que prefere o diálogo a confrontos em meio às tensões internacionais.
Segundo Lula, a reunião proposta busca “colocar as coisas na mesa” e avançar em acordos entre os dois países. O presidente disse que pretende tratar com o norte-americano do enfrentamento ao crime organizado e da cooperação contra o tráfico internacional de drogas, tema que classificou como prioridade de seu governo.
Durante a entrevista, o petista afirmou que deseja manter boas relações com Washington independentemente de mudanças políticas. “Eu me dei muito bem com o presidente Bush, com o presidente Obama, com o presidente Biden. E agora quero me dar também muito bem com o presidente Trump”, declarou. Ele minimizou possíveis impactos de tarifas comerciais americanas e reforçou que o Brasil prefere negociar antes de adotar medidas de retaliação.
Lula também indicou interesse em discutir exploração de minerais críticos e terras raras com os Estados Unidos, ressaltando que eventuais acordos devem preservar a soberania brasileira e incentivar o processamento industrial dentro do País.
Apesar do tom conciliador, o presidente afirmou que há limites nas negociações. “O que eu não posso colocar em discussão é a minha soberania e a democracia no Brasil”, disse. Ele acrescentou que o País não tem vocação para conflitos militares e citou Mahatma Gandhi como referência pessoal, afirmando que sua teoria é evitar guerras e buscar soluções diplomáticas.
Lula está na Índia para cumprir agenda oficial que inclui reuniões bilaterais com autoridades indianas e encontros com empresários dos dois países. A viagem também prevê debates sobre minerais críticos, transição energética e ampliação do comércio bilateral, além da inauguração de um escritório de promoção comercial brasileiro em Nova Délhi.
Após os compromissos na Índia, o presidente seguirá para a Coreia do Sul, onde deve participar de reuniões de Estado e de um fórum empresarial voltado à cooperação econômica.
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