Política

Eduardo Paes confirma vice do MDB na chapa ao governo do RJ

Com a aliança, o prefeito do Rio busca uma aproximação com o segmento evangélico e feminino

Eduardo Paes confirma vice do MDB na chapa ao governo do RJ
Eduardo Paes confirma vice do MDB na chapa ao governo do RJ
O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) e a advogada Jane Reis (MDB). Foto: MDB/Reprodução
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Eleições 2026

Pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD) confirmou, nesta quinta-feira 19, que terá a advogada Jane Reis (MDB) como sua companheira de chapa nas eleições deste ano. A escolha da emedebista havia sido antecipada por CartaCapital na véspera do anúncio. Com a aliança, Paes busca uma aproximação com o segmento evangélico e feminino.

O anúncio ocorreu em cerimônia que contou com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, caciques nacionais da sigla e o chefe do diretório estadual, o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis. “Essa união com Eduardo Paes, que é um grande gestor, é muito positiva para o nosso MDB”, declarou Rossi, afirmando que Jane é “um dos melhores quadros” do partido.

Advogada, ela é irmã de Washington e casada com o pastor Rafael Corato, da Igreja Assembleia de Deus. Em 2020, foi candidata a prefeita de Magé, mas obteve 15 mil votos e ficou em terceiro lugar. Atualmente, preside o MDB Mulher de Caxias.

A aliança com a família Reis só foi concretizada após o Supremo Tribunal Federal postergar a análise de um recurso que poderia devolver a elegibilidade de Washington. Condenado por suposto crime ambiental, o ex-prefeito aguardava o julgamento para decidir se concorreria ao Executivo estadual. Diante da indefinição, fechou o arranjo com Paes indicando a irmã.

Para o entorno de Paes, a chegada do clã ao seu palanque ajuda a reduzir resistências na Baixada Fluminense e junto ao eleitorado conservador, que tende a rejeitar qualquer vinculação da sua candidatura à de Lula (PT). O presidente da República, segundo o prefeito, soube da aliança com a família Reis e teria dado seu aval. Ao partido foi reservada uma das vagas ao Senado da chapa do pessedista.

No evento desta terça, Paes anunciou também que deixará a prefeitura em 20 de março. A lei eleitoral exige que candidatos com mandatos de prefeito e governador renunciem até seis meses antes da eleição. Em 2018, o pessedista perdeu a eleição de governador do RJ para Wilson Witzel (que este tentará retornar ao Palácio da Guanabara), ficando com 40,13% dos votos no segundo turno.

Levantamento divulgado em dezembro pelo Real Time Big Data aponta que Paes lidera todos os cenários da disputa e poderia ganhar no primeiro turno. Além dele e de Witzel, devem concorrer ao governo estadual Renato Cozzolino (Democracia Cristã), Rafael Luz (Missão) e Ítalo Marsili (Novo).

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