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Mais de 80 Estados-membros da ONU condenam ações israelenses na Cisjordânia

Nas últimas semanas, Israel tem tentado ampliar sua presença no território palestino. A medida é considerada uma violação do direito internacional

Mais de 80 Estados-membros da ONU condenam ações israelenses na Cisjordânia
Mais de 80 Estados-membros da ONU condenam ações israelenses na Cisjordânia
Militares de Israel avançam sobre terras palestinas na Cisjordânia. Foto: JOHN WESSELS / AFP
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Oitenta e cinco Estados-membros das Nações Unidas condenaram, em uma declaração conjunta nesta terça-feira 17, a adoção por Israel de novas medidas destinadas a “estender sua presença ilegal” na Cisjordânia ocupada, em meio a temores de uma anexação de território palestino.

Na semana passada, o governo israelense aprovou um plano para facilitar o controle de terras administradas pela Autoridade Palestina sob os Acordos de Oslo, em vigor desde a década de 1990.

No domingo, um processo semelhante foi aprovado para registrar terras na Cisjordânia — ocupada por Israel desde 1967 — como “propriedade do Estado”.

“Condenamos veementemente as decisões e medidas unilaterais de Israel destinadas a expandir sua presença ilegal na Cisjordânia”, declararam os 85 Estados-membros, incluindo França, China, Arábia Saudita, Rússia e organizações como a União Europeia e a Liga Árabe, em um comunicado.

Os países reafirmaram sua “firme oposição a qualquer forma de anexação” e acrescentaram que “essas decisões (…) devem ser revogadas imediatamente”.

Segundo o documento, os Estados concordam que as medidas de Israel alterariam a composição demográfica, a natureza e o estatuto do território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental.

“Estas medidas violam o direito internacional, comprometem os esforços para a paz e a estabilidade na região (…) e põem em risco a possibilidade de um acordo de paz para pôr fim ao conflito”, acrescentaram.

A ONU, vários países árabes e a UE já haviam condenado a adoção destas medidas por Israel na segunda-feira.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou as intenções do governo israelense como “ilegais” e exigiu que fossem “revertidas imediatamente”.

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