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As reações políticas ao desfile sobre Lula na Sapucaí

Lula é discreto nas redes sobre samba-enredo em sua homenagem, mas oposição aposta em ação por inelegibilidade no TSE

As reações políticas ao desfile sobre Lula na Sapucaí
As reações políticas ao desfile sobre Lula na Sapucaí
O presidente Lula (PT) durante desfile na Marquês de Sapucaí sobre sua trajetória política (Imagem: Reprodução/X/Ricardo Stuckert)
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O presidente Lula (PT) esteve presente na Marquês de Sapucaí para os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro no domingo 15, e viu de perto o desfile “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, da Acadêmicos de Niterói.

A presença de Lula no dia da escola que o homenageia foi alvo de ações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com alegações de propaganda eleitoral antecipada. Os pedidos foram rejeitados na corte.

Na Sapucaí, Lula desceu pra cumprimentar diferentes casais de mestre-sala e porta-bandeiras das escolas da noite. Nas redes, o presidente foi discreto e não publicou sobre o samba-enredo na publicação sobre o carnaval do Rio:

Com o samba-enredo que contava a história de Lula desde a infância até os anos de presidência da República, a escola também mostrou um bozo-presidiário em alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — o que gerou repercussão na oposição.

Outras figuras do poder, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Michel Temer e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, também foram representados no desfile. Temer aparece tirando a faixa de Dilma e a colocando em Bolsonaro, enquanto Moraes coloca a figura do bozo atrás das grades.

Reações

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que “Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo”.

No entanto, o TCU (Tribunal de Contas da União) reconheceu que o acordo firmado entre a Embratur e a Liesa, que comanda o carnaval do Rio, prevê a destinação de 12 milhões de reais, divididos igualmente entre as 12 escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, o que configuraria um critério objetivo de distribuição.

Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, disse que irá requerer a cassação de registro quando Lula registrar sua candidatura. Também no Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse que “chega a ser constrangedor e inacreditável o que foi feito no Carnaval do Rio”.

Por outro lado, deputados e políticos governistas exaltaram o desfile, mas não proferiram mensagens com cunho eleitoral. A conduta para petistas foi antecipada pelo Diretório do PT no Rio de Janeiro: “Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulsionamento com caráter eleitoral”.

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