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Propriedades de ex-primeiro-ministro da Noruega relacionado a Epstein são revistadas

Documentos sugerem que Thorbjørn Jagland e/ou sua família se hospedaram ou passaram férias na casa do criminoso entre 2011 e 2018

Propriedades de ex-primeiro-ministro da Noruega relacionado a Epstein são revistadas
Propriedades de ex-primeiro-ministro da Noruega relacionado a Epstein são revistadas
O ex-primeiro ministro da Noruega Thorbjørn Jagland em 6 maio de 2019. Foto: Ludovic Marin/AFP
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A polícia norueguesa informou que revistou nesta quinta-feira 12 várias propriedades do ex-primeiro-ministro Jagland, investigado por suposta “corrupção qualificada” devido a vínculos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Documentos do caso Epstein divulgados no fim de janeiro sugerem que Jagland e/ou sua família se hospedaram ou passaram férias na casa do financista entre 2011 e 2018, período em que o ex-chefe de Governo já era presidente do Comitê Nobel e secretário-geral do Conselho da Europa.

“Após uma decisão judicial, o Økokrim (unidade policial encarregada de crimes financeiros) realizou hoje uma busca na residência de Thorbjørn Jagland em Oslo”, informou seu chefe, Pål Lønseth, em comunicado.

“O Økokrim também revistou outras duas propriedades situadas em Risør e em Rauland”, no sul do país, acrescentou.

Imagens de emissoras norueguesas mostram várias pessoas chegando pela manhã com caixas no apartamento de Jagland em Oslo. Ele foi filmado, sorrindo, enquanto saía do local acompanhado de seu advogado.

A polícia iniciou na semana passada uma investigação por “corrupção qualificada” contra o ex-dirigente trabalhista de 75 anos.

As buscas foram possíveis após o levantamento de sua imunidade na quarta-feira por parte do Conselho da Europa.

“Jagland deseja contribuir para que o caso seja plenamente esclarecido, e a próxima etapa será ser questionado pelo Økokrim — como ele próprio manifestou que deseja —”, declarou seu advogado, Anders Brosveet, em comunicado.

Depois de assegurar no passado que seus vínculos com Epstein eram “um aspecto de uma atividade diplomática normal”, Jagland reconheceu neste mês ao jornal Aftenposten ter cometido “um erro de julgamento” ao manter essa relação.

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