Mundo
EUA dá novos passos para suavizar restrições sobre petróleo venezuelano
A Venezuela possui cerca de um quinto das reservas mundiais de petróleo
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira 10 novos passos para suavizar as restrições sobre a indústria petrolífera da Venezuela, ao autorizar licenças para fornecer equipamentos ao setor, bem como o frete de navios e certas operações portuárias e aeroportuárias.
O Departamento do Tesouro anunciou que permitirá transações com o governo da Venezuela e a petrolífera estatal, PDVSA, para o fornecimento desses bens, que contribuam para “a exploração, o desenvolvimento e a produção de petróleo e gás” no país.
Outra licença autoriza determinadas transações necessárias para as operações portuárias e aeroportuárias. Um terceiro documento facilita as atividades relacionadas com o setor que envolve o Instituto Nacional dos Espaços Aquáticos, que regulamenta o transporte marítimo.
No final do ano passado, os Estados Unidos impuseram um bloqueio ao petróleo venezuelano, que, em grande parte, era exportado por navios-tanque sancionados desde 2019.
Em janeiro, o presidente Donald Trump ordenou a remoção forçada e captura e do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa para serem julgados em Nova York por acusações de tráfico de drogas.
Com a ascensão de Delcy Rodríguez como presidente interina, um canal de comunicação foi rapidamente estabelecido entre ambos os governos para permitir que o petróleo venezuelano saísse sem restrições, prioritariamente para os Estados Unidos.
Washington assumiu o controle das receitas por essas vendas e, em troca, permitiu paulatinamente o fim das sanções e barreiras que afetaram duramente a petrolífera nacional venezuelana.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, planeja viajar à Venezuela em breve para manter conversas sobre petróleo, segundo a imprensa americana.
A Venezuela possui cerca de um quinto das reservas mundiais de petróleo e, em um determinado momento, foi um dos principais fornecedores de petróleo bruto para os Estados Unidos.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



