Mundo
Charles III expressa preocupação com novo escândalo que vincula Andrew a Epstein
O ex-príncipe pode ter transmitido ao falecido criminoso sexual americano informação potencialmente confidencial
O rei Charles III manifestou sua preocupação nesta segunda-feira 9 pelas acusações que continuam vindo à tona sobre seu irmão, o ex-príncipe Andrew, depois que a polícia britânica afirmou analisar relatos de que ele poderia ter transmitido informações potencialmente confidenciais a Jeffrey Epstein.
O ex-príncipe pode ter transmitido ao falecido criminoso sexual americano informação potencialmente confidencial quando era representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, de acordo com e-mails difundidos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
A polícia regional de Windsor confirmou que está “analisando a informação de acordo com nossos procedimentos habituais”, segundo um comunicado enviado à AFP.
Em um e-mail de 30 de novembro de 2010, ao qual a AFP teve acesso, Andrew Mountbatten-Windsor, então duque de York e em cujo endereço de e-mail aparece como “The Duke”, enviou ao financista americano informações relativas a visitas a Vietnã, Hong Kong, Shenzhen (China) e Singapura.
O então príncipe enviou as informações ao financista americano cinco minutos após tê-las recebido de seu assistente na época.
O monarca Charles III indicou que está “pronto para ajudar” nas investigações sobre seu irmão, se a polícia o solicitar, informou o Palácio Real nesta segunda-feira.
O palácio destacou que “o rei deixou clara […] a sua profunda preocupação com as acusações que continuam vindo à tona a respeito do comportamento do senhor [Andrew] Mountbatten-Windsor”.
Aumenta a pressão sobre a família real
O escândalo acentuou a pressão sobre a família real britânica e o herdeiro do trono, o príncipe William, disse que ele e sua esposa estavam “profundamente preocupados com as contínuas revelações”.
Em outro e-mail de outubro de 2010, citado pela BBC, o ex-príncipe Andrew também enviou detalhes ao criminoso sexual sobre suas próximas viagens aos mesmos destinos.
Em outubro, Andrew Mountbatten-Windsor foi despojado de todos os seus títulos reais por seu irmão mais velho, o rei Charles III, após novas revelações sobre sua amizade com Epstein.
O irmão do rei foi representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011, antes de renunciar devido a críticas sobre seus gastos e sua maneira de desempenhar o cargo.
O ex-príncipe foi acusado de violência sexual por Virginia Giuffre, principal testemunha de acusação do caso Epstein, quando a mulher era menor de idade.
Andrew sempre negou essas acusações.
Em novas fotos, no âmbito dos arquivos Epstein, publicadas no final de janeiro, o ex-príncipe aparece com outra mulher, o que voltou a alimentar as suspeitas contra ele.
Nas imagens, Andrew aparece ajoelhado e inclinado sobre uma jovem cujo rosto foi censurado.
Por outro lado, também foram divulgados e-mails nos quais Andrew convidava Epstein ao Palácio de Buckingham para conversar em “particular”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Cúmplice de Epstein se nega a responder a perguntas no Congresso dos EUA
Por AFP
Diplomata norueguesa e marido são investigados pelo caso Epstein
Por AFP
Bill e Hillary Clinton pedem que seu depoimento sobre Epstein seja feito em público
Por AFP


