Sociedade

Discord vai exigir reconhecimento facial para reforçar segurança de menores

As medidas, que entrarão em vigor no início de março, farão com que a configuração adequada para adolescentes passe a ser a opção padrão

Discord vai exigir reconhecimento facial para reforçar segurança de menores
Discord vai exigir reconhecimento facial para reforçar segurança de menores
Apoie Siga-nos no

A plataforma de mensagens Discord anunciou nesta segunda-feira 9 que implementará funções de segurança reforçadas para seus usuários adolescentes em todo o mundo, incluindo reconhecimento facial, juntando-se a outras empresas de redes sociais que introduzem novos sistemas de verificação de idade.

As medidas, que entrarão em vigor no início de março, farão com que a configuração adequada para adolescentes passe a ser a opção padrão para todos os usuários.

Os adultos terão de verificar a idade para flexibilizar proteções como filtros de conteúdo e proibições de mensagens diretas, informou a empresa.

A plataforma, com sede em São Francisco e muito popular entre fãs de videogames, usará tecnologia de estimativa de idade por reconhecimento facial e verificação de identidade por meio de fornecedores externos para determinar a idade dos usuários.

“Em nenhum lugar nosso trabalho em segurança é mais importante do que quando se trata de usuários adolescentes”, disse Savannah Badalich, responsável por políticas de produto do Discord.

A empresa informou que os novos protocolos incluem proteções de privacidade e afirmou que os vídeos usados para estimar a idade nunca sairão dos dispositivos dos usuários e que os documentos de identidade enviados serão rapidamente excluídos.

O anúncio ocorre em meio a uma intensa avaliação da segurança de menores em outras plataformas e após a Austrália aprovar uma restrição ao uso de redes sociais por menores de 16 anos, medida que agora está sendo adotada por outros países.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo