Diversidade
MEC define prazo para inclusão de nome social na carteira nacional do professor
Objetivo é garantir o cumprimento das normas de proteção à identidade de gênero de pessoas trans e travestis
O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o dia 28 de fevereiro como prazo final para a implementação completa do campo de nome social na Carteira Nacional de Docente do Brasil. A definição do cronograma ocorre após intervenção do Ministério Público Federal, que apurava a omissão desse direito no sistema de emissão do documento profissional.
De acordo com as informações enviadas pelo MEC ao MPF, as adaptações tecnológicas para a inserção do campo específico e de fácil acesso já estão em andamento. A pasta assumiu o compromisso de concluir a integração sistêmica dentro do prazo estipulado, o que evitará a necessidade de demandas administrativas adicionais por parte dos professores interessados.
O procurador regional dos Direitos do Cidadão no Acre e responsável pelo caso, Lucas Costa Almeida Dias, apontou que é necessário assegurar que o sistema da carteira seja integrado às bases de dados federais que já reconhecem o nome social, garantindo o cumprimento das normas de proteção à identidade de gênero de pessoas trans e travestis.
A Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ também acompanhou o caso, recomendando que todos os procedimentos de identificação funcional na área da educação sigam as diretrizes de inclusão. O MPF informou que manterá o acompanhamento do cronograma para assegurar que a atualização esteja disponível a todos os profissionais da categoria a partir de março de 2026.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Justiça decreta prisão de suspeito de matar professora em Porto Velho
Por Agência Brasil
Governo vai criar 8,6 mil cargos de professores e técnicos em educação
Por Agência Brasil



