Do Micro Ao Macro
Veja como o varejo pode aproveitar o Carnaval para vender mais
Com R$ 14,48 bilhões previstos, a data amplia fluxo de clientes e pressiona operação, crédito, tecnologia e prevenção de perdas no comércio.
Com a proximidade do Carnaval, o varejo entra em um dos períodos de maior circulação de clientes do primeiro semestre.
Projeção da Confederação Nacional do Comércio indica R$ 14,48 bilhões em movimentação, alta real de 3,8% ante 2025, puxada por turismo e consumo.
Nesse ritmo, lojistas precisam ajustar oferta, preço e equipes para absorver picos sem perder vendas. Por isso, especialistas apontam práticas de planejamento e execução capazes de elevar conversões durante os festejos de Momo.
Planejamento e dados no varejo
Para Bernardo Rachadel, diretor da unidade de varejo da Zucchetti Brasil, a data combina decisões rápidas e pressão operacional. Segundo ele, antecipar negociações, organizar kits e revisar sortimento ajuda a girar estoque alinhado ao consumo típico do Carnaval.
Além disso, sistemas de gestão permitem acompanhar vendas e estoque em tempo real. Assim, ajustes de preços, reposição e escala de trabalhadores ganham precisão durante o feriado.
Pesquisa e cautela do setor
Ainda segundo Rachadel, levantamento da Zucchetti com a Central do Varejo mostra otimismo com prudência. Embora quase 80% vejam espaço para crescer, a maioria projeta avanços moderados, usando dados para calibrar processos após picos do Carnaval.
Crédito próprio e conversão
Na avaliação da RPE, cartões de loja e crédito do varejista ganham relevância quando o fluxo aumenta. Em datas de compra rápida, essas soluções ampliam ticket e recorrência.
Pedro Albuquerque, diretor da RPE, afirma que o controle do ecossistema de crédito melhora a leitura do comportamento do cliente. Dessa forma, campanhas e limites ficam mais aderentes durante o Carnaval.
Execução em tempo real e IA
Para Stefan Furtado, gerente regional da Manhattan Associates, o diferencial está na execução em tempo real. Em picos operacionais, decisões automatizadas reduzem fricções na loja, no atendimento e na logística do Carnaval.
Agentes de IA monitoram vendas, pedidos e reposição continuamente. Com isso, gargalos são identificados cedo e ações são disparadas com rapidez.
Prevenção de perdas em lojas físicas
Ao mesmo tempo, a alta circulação eleva riscos no varejo físico. Rodrigo Tessari, CEO da Deconve, aponta que câmeras inteligentes e análise comportamental ajudam a antecipar ocorrências no Carnaval.
Em Santa Catarina, dados da Secretaria de Segurança Pública indicam queda superior a 40% nos furtos no período, associada à adoção de tecnologias e coordenação operacional — um indicativo do que pode ser replicado em regiões turísticas durante o Carnaval.
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