Do Micro Ao Macro

Veja como o varejo pode aproveitar o Carnaval para vender mais

Com R$ 14,48 bilhões previstos, a data amplia fluxo de clientes e pressiona operação, crédito, tecnologia e prevenção de perdas no comércio.

Veja como o varejo pode aproveitar o Carnaval para vender mais
Veja como o varejo pode aproveitar o Carnaval para vender mais
Rio de Janeiro (RJ), 05/03/2025 – Acadêmicos do Grande Rio desfila no terceiro dia de carnaval do grupo Especial na Marquês de Sapucaí, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Carnaval
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Com a proximidade do Carnaval, o varejo entra em um dos períodos de maior circulação de clientes do primeiro semestre.

Projeção da Confederação Nacional do Comércio indica R$ 14,48 bilhões em movimentação, alta real de 3,8% ante 2025, puxada por turismo e consumo.

Nesse ritmo, lojistas precisam ajustar oferta, preço e equipes para absorver picos sem perder vendas. Por isso, especialistas apontam práticas de planejamento e execução capazes de elevar conversões durante os festejos de Momo.

Planejamento e dados no varejo

Para Bernardo Rachadel, diretor da unidade de varejo da Zucchetti Brasil, a data combina decisões rápidas e pressão operacional. Segundo ele, antecipar negociações, organizar kits e revisar sortimento ajuda a girar estoque alinhado ao consumo típico do Carnaval.

Além disso, sistemas de gestão permitem acompanhar vendas e estoque em tempo real. Assim, ajustes de preços, reposição e escala de trabalhadores ganham precisão durante o feriado.

Pesquisa e cautela do setor

Ainda segundo Rachadel, levantamento da Zucchetti com a Central do Varejo mostra otimismo com prudência. Embora quase 80% vejam espaço para crescer, a maioria projeta avanços moderados, usando dados para calibrar processos após picos do Carnaval.

Crédito próprio e conversão

Na avaliação da RPE, cartões de loja e crédito do varejista ganham relevância quando o fluxo aumenta. Em datas de compra rápida, essas soluções ampliam ticket e recorrência.

Pedro Albuquerque, diretor da RPE, afirma que o controle do ecossistema de crédito melhora a leitura do comportamento do cliente. Dessa forma, campanhas e limites ficam mais aderentes durante o Carnaval.

Execução em tempo real e IA

Para Stefan Furtado, gerente regional da Manhattan Associates, o diferencial está na execução em tempo real. Em picos operacionais, decisões automatizadas reduzem fricções na loja, no atendimento e na logística do Carnaval.

Agentes de IA monitoram vendas, pedidos e reposição continuamente. Com isso, gargalos são identificados cedo e ações são disparadas com rapidez.

Prevenção de perdas em lojas físicas

Ao mesmo tempo, a alta circulação eleva riscos no varejo físico. Rodrigo Tessari, CEO da Deconve, aponta que câmeras inteligentes e análise comportamental ajudam a antecipar ocorrências no Carnaval.

Em Santa Catarina, dados da Secretaria de Segurança Pública indicam queda superior a 40% nos furtos no período, associada à adoção de tecnologias e coordenação operacional — um indicativo do que pode ser replicado em regiões turísticas durante o Carnaval.

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