Mundo

Itália descarta participar de ‘Conselho de Paz’ de Trump

A declaração foi dada pelo chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani

Itália descarta participar de ‘Conselho de Paz’ de Trump
Itália descarta participar de ‘Conselho de Paz’ de Trump
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani. Créditos: SIMON WOHLFAHRT / AFP
Apoie Siga-nos no

O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, descartou, de forma definitiva, a participação da Itália no “Conselho de Paz“, proposta e liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devido a problemas constitucionais “insuperáveis”.

Esta entidade foi concebida inicialmente para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território palestino, mas transformou-se em um organismo destinado a trabalhar na resolução de conflitos no mundo.

A Constituição italiana não permite que o país integre uma organização comandada por um único líder.

“Não podemos participar do ‘Conselho de Paz’ porque existe um limite constitucional. Continuamos dispostos a debater iniciativas relacionadas à paz. Estamos prontos para dar nossa contribuição em Gaza e também na formação da polícia”, declarou Tajani.

O dirigente também citou “um obstáculo insuperável do ponto de vista jurídico” após um encontro com o vice-presidente americano, JD Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.

Há duas semanas, a chefe do governo ultraconservador italiano, Giorgia Meloni, já havia assinalado que “a configuração atual” deste conselho suscitaria “problemas, especialmente de caráter constitucional”.

Outros aliados dos Estados Unidos, como França e Reino Unido, também expressaram dúvidas sobre o “Conselho de Paz”.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo