Educação

‘Descançar’ e ‘continêcia’: Tarcísio minimiza erros de português cometidos por PMs em escolas militarizadas

O caso ocorreu no primeiro dia de aula em Caçapava e ganhou repercussão nas redes sociais

‘Descançar’ e ‘continêcia’: Tarcísio minimiza erros de português cometidos por PMs em escolas militarizadas
‘Descançar’ e ‘continêcia’: Tarcísio minimiza erros de português cometidos por PMs em escolas militarizadas
Créditos: Reprodução e Flávio Florido/Educação SP.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), minimizou os erros de português cometidos por monitores militares em uma escola cívico-militar de Caçapava, no interior do estado.

No primeiro dia do ano letivo, dois militares faziam uma explanação aos estudantes sobre normas da hierarquia castrense quando um deles escreveu na lousa, de forma equivocada, as palavras “descançar” e “continêcia”. As cenas foram gravadas por um celular e rapidamente passaram a repercutir nas redes sociais.

Questionado sobre o episódio, Tarcísio relativizou o ocorrido. “Quem não erra? Você trabalha com comunicação, você nunca errou? Ele [o monitor militar] estava ensinando ordem unida. Ele não está lá para dar aula. Ele não vai interferir em pedagogia. Ele está lá para ensinar postura”, afirmou em entrevista à Rede Vanguarda.

Em seguida, reforçou a defesa do modelo. “Cometer um erro no quadro, uma pena. O erro não é legal, mas eles não estão lá pra isso, eles não são professores. A gente está procurando qualificar os nossos professores. E a gente vai atuar em outra competência, outras habilidades, na questão do respeito, do civismo. Tenho certeza de que, no final, o resultado vai ser legal. A gente não pode crucificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro e não está lá pra isso, ela não é professor”, disse o governador, durante agenda oficial em Cruzeiro, também no interior paulista.

O episódio ocorre no momento em que o Governo de São Paulo iniciou a implementação do programa de escolas cívico-militares em 100 unidades da rede estadual — iniciativa que tem duramente criticada por educadores e especialistas.

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