Esporte

Guardiola defende o direito de se pronunciar sobre temas de fora do futebol

Representantes da comunidade judaica de Manchester criticaram o técnico, que expressou indignação com ‘o genocídio na Palestina’

Guardiola defende o direito de se pronunciar sobre temas de fora do futebol
Guardiola defende o direito de se pronunciar sobre temas de fora do futebol
Pep Guardiola teve mesmo motivos para agradecer aos céus – Imagem: Franck Fife/AFP
Apoie Siga-nos no

O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, reiterou nesta sexta-feira 6 que sempre se manifestará quando “pessoas inocentes forem mortas” no mundo, em resposta às críticas de representantes da comunidade judaica da cidade de Manchester.

“Por que eu não posso expressar o que sinto? Só porque sou treinador? Não concordo, mas respeito todas as opiniões”, declarou Guardiola em entrevista coletiva.

“O que eu disse, em essência, foi: quantos conflitos existem no mundo? Muitos. Condeno todos. Se matam inocentes, condeno tudo isso. Não disse que tal país é mais importante que outro, não. Se não entendem minha mensagem, tudo bem”, acrescentou.

Na terça-feira, Guardiola havia expressado sua indignação com as “milhares de pessoas inocentes” assassinadas pela guerra, citando “o genocídio na Palestina, o que acontece na Ucrânia, o que acontece na Rússia, o que acontece em todo o mundo, no Sudão, em toda parte”.

O treinador ressaltou que sua postura não era uma declaração política, ou que estava tomando um partido, mas sim uma defesa da vida humana onde civis sofrem.

Na semana passada, Guardiola viajou a Barcelona para fazer um discurso em apoio às crianças palestinas.

Essas manifestações, raras no mundo do futebol, renderam inúmeros elogios ao espanhol, mas também críticas, especialmente do Conselho Representativo Judaico da Grande Manchester.

“Pep Guardiola é um técnico de futebol. Embora suas reflexões humanitárias tenham boas intenções, ele deveria se concentrar no futebol”, escreveu a instituição na rede social X, dizendo temer que tais declarações incentivem atos antissemitas.

O Conselho Representativo também criticou Guardiola pela falta de apoio público após o ataque terrorista de outubro de 2025 à sinagoga de Heaton Park, em Manchester, no qual dois fiéis foram mortos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo