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Fórum de Davos investiga os vínculos de seu CEO com Epstein

O ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega Borge Brende, de 60 anos, preside o Fórum desde 2017

Fórum de Davos investiga os vínculos de seu CEO com Epstein
Fórum de Davos investiga os vínculos de seu CEO com Epstein
Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein. Foto: Reprodução
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O Fórum Econômico Mundial, organizador da cúpula de Davos, anunciou nesta quinta-feira 5 que realizará uma revisão independente das interações de seu CEO com o falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

O ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega Borge Brende, de 60 anos, preside o Fórum desde 2017. O Fórum organiza o encontro anual dos super-ricos e poderosos na estação de esqui suíça de Davos.

“O FEM busca esclarecer as recentes revelações a respeito de seu presidente e CEO, Borge Brende, e sua participação em três jantares de negócios com Jeffrey Epstein, juntamente com as subsequentes comunicações por e-mail e mensagens de texto”, afirmou o fórum.

“À luz dessas interações, o conselho de direção solicitou ao Comitê de Auditoria e Riscos que investigasse o assunto, o qual posteriormente decidiu iniciar uma revisão independente”, acrescentou.

A organização, sediada em Genebra, afirmou que Brende continuará a exercer suas funções no FEM, sem participar do processo de revisão.

Brende foi mencionado mais de 60 vezes nos milhões de novos documentos sobre Epstein divulgados na semana passada pelo Departamento de Justiça dos EUA, mas sua presença nesses arquivos não implica, por si só, qualquer irregularidade.

Epstein se declarou culpado em 2008 por prostituição infantil e cumpriu 13 meses de uma sentença de 18 meses. Depois, enfrentou acusações de tráfico sexual, quando cometeu suicídio na prisão em 2019.

Brende afirmou em um comunicado que, durante uma visita a Nova York em 2018, recebeu um convite para jantar com o ex-vice-primeiro-ministro norueguês Terje Rod-Larsen e outros líderes, assim como com “alguém que me foi apresentado como um investidor americano, Jeffrey Epstein”.

Brende disse que “desconhecia completamente o passado e as atividades criminosas de Epstein”, mas reconheceu que poderia ter pesquisado mais a fundo sobre seus antecedentes e lamentou não tê-lo feito.

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