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Projeto de anistia na Venezuela exclui graves violações de direitos humanos

Crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas também ficam de fora do perdão, segundo a versão inicial do texto enviado pela presidente do país, Delcy Rodríguez, ao Parlamento

Projeto de anistia na Venezuela exclui graves violações de direitos humanos
Projeto de anistia na Venezuela exclui graves violações de direitos humanos
A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodriguez. Foto: Efrain Gonzalez / Venezuelan Presidency / AFP
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O Parlamento da Venezuela tem na pauta desta quinta-feira 5 o início do debate sobre a lei de anistia geral, que excluirá “graves violações” de direitos humanos e crimes contra a humanidade, segundo o texto de justificativa legislativa ao qual a AFP teve acesso.

A “Lei de anistia para a convivência democrática” é uma iniciativa da presidente interina Delcy Rodríguez, no poder após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana.

O item único da ordem do dia da Assembleia Nacional é a primeira discussão da “Lei de anistia para a convivência democrática”.

A sessão está convocada para o meio-dia no horário local (13h em Brasília). A primeira discussão aborda o espírito geral da lei, etapa que antecede uma consulta à sociedade civil antes do debate final artigo por artigo.

“Reconhece-se a importância de não impor a vingança, a revanche nem o ódio, mas de abrir um caminho rumo à reconciliação”, afirma a exposição de motivos. “Ficam excluídos de seus benefícios” crimes como “graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas”, acrescenta o texto.

A presidente interina propôs há uma semana uma anistia geral que englobe os 27 anos do chavismo no poder.

“O que gostaríamos é que essa lei dê uma mensagem poderosa, contundente, da intenção de um novo momento político” e “esperamos alcançar consensos suficientes para que a lei de Anistia seja aprovada por unanimidade”, afirmou na quarta-feira o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente e atualmente primeiro na linha de sucessão.

O chavismo tem maioria absoluta no Parlamento unicameral.

Esta seria a segunda anistia na era do chavismo: a primeira foi aprovada pelo falecido Hugo Chávez em 2007.

O projeto de lei é apresentado em meio a um lento processo de libertação de centenas de presos políticos ordenado pela presidente Delcy Rodríguez em 8 de janeiro.

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