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Departamento de Defesa dos EUA assina contratos para aumentar produção de mísseis

Com o aumento das tensões geopolíticas no mundo nos últimos anos, a carteira de encomendas da indústria armamentista norte-americana disparou

Departamento de Defesa dos EUA assina contratos para aumentar produção de mísseis
Departamento de Defesa dos EUA assina contratos para aumentar produção de mísseis
Recentes lançamentos de mísseis dos EUA e da Coreia do Sul no Mar do Japão aumentam tensão na região. Foto: AFP / Ministério da Defesa da Coreia do Sul
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A empresa armamentista Raytheon, subsidiária do grupo americano de aeronáutica e defesa RTX, anunciou nesta quarta-feira 4 cinco contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos destinados a aumentar drasticamente sua produção de mísseis.

Em um comunicado, a Raytheon explica que o objetivo dos contratos com o governo americano é “aumentar significativamente as capacidades de produção e os ritmos de entrega” de diversas munições, cuja demanda “continua crescendo” em nível mundial.

Os contratos incluem variantes do míssil de cruzeiro Tomahawk — lançado a partir de navios e submarinos — para ataques terrestres e marítimos; o míssil ar-ar AMRAAM de médio alcance com guiagem por radar; e os interceptores SM-3 IB, SM-3 II e SM-6.

A duração dos contratos é de sete anos, sem que seus valores sejam especificados.

Seu objetivo de longo prazo é duplicar e até quadruplicar a produção dessas munições: espera-se que, a cada ano, a produção dos Tomahawk ultrapasse mil unidades. Os AMRAAM deverão alcançar “ao menos 1.900” unidades, e os SM-6 superar 600 exemplares.

No comunicado, não são fornecidos números específicos de aumento para os outros dois interceptores.

Essas armas sairão de fábricas localizadas em Tucson (Arizona), Huntsville (Alabama) e Andover (Massachusetts).

O Tomahawk, com alcance de 1.600 km, é “tradicionalmente a primeira opção utilizada pelas forças americanas para atacar forças hostis em qualquer lugar do mundo”, destaca a empresa.

O AMRAAM, por sua vez, é o “mais empregado do mundo”, e sua produção quase dobrou em 2025 em comparação com 2024.

Com o aumento das tensões geopolíticas no mundo nos últimos anos, a carteira de encomendas da indústria armamentista americana disparou.

Por exemplo, durante o terceiro trimestre de 2025, a Raytheon fechou um contrato de mísseis AMRAAM no valor de 2,1 bilhões de dólares (R$ 11 bilhões), o maior nos trinta anos de existência do programa.

Sua concorrente, a Lockheed Martin, anunciou em 29 de janeiro um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para quadruplicar a produção do THAAD, um sistema antimísseis de grande altitude considerado um dos mais avançados do mundo.

O objetivo é passar de cerca de 600 unidades por ano para 2 mil em sete anos.

Esse sistema, composto por lançadores montados sobre caminhões, é destinado a interceptar ogivas na fase terminal dentro da atmosfera, em grande altitude.

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