Sociedade
Corretora foi morta com um tiro na cabeça, aponta laudo
O corpo de Daiane Alves dos Santos foi encontrado após 40 dias de seu desaparecimento; o síndico do prédio, principal suspeito do crime, segue preso
O atestado de óbito liberado na terça-feira 3 pela Polícia Técnica Científica de Goiás aponta que a corretora Daiane Alves dos Santos morreu em decorrência de um tiro na cabeça.
O documento, revelado pelo jornal Folha de S. Paulo, atesta que o disparo causou traumatismo cranioencefálico na vítima, ocasionando a sua morte.
O corpo de Daiane foi encontrado no dia 28 de janeiro, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. Ela estava desaparecida há 40 dias.
O síndico do prédio em que a mulher morava, Cleber Rosa de Oliveira, assumiu o crime e foi preso, em casa. O filho do homem, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso suspeito de obstruir as investigações. Os dois seguem detidos temporariamente.
Segundo o Ministério Público, que denunciou o suspeito pelo crime de perseguição (stalking) com agravante de abuso de função, o síndico e a corretora tinham um histórico de desavenças desde novembro de 2024. A primeira crise teria sido desencadeada quando a mulher alugou o apartamento da família no condomínio para um grupo de turistas. A reclamação do síndico, na ocasião, era de que o volume de pessoas na residência estava acima do permitido pelas regras do condomínio, localizado no bairro Thermal.
No dia de seu desaparecimento, em 17 de dezembro, Daiane enviou um vídeo para uma amiga dizendo que a energia havia sido desligada. Segundo familiares, as quedas de energia eram provocadas, de modo proposital. Ela foi vista pela última vez dentro do elevador do condomínio, se dirigindo ao subsolo, para tentar resolver o impasse.
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