Do Micro Ao Macro
PMEs ainda podem disputar contratos públicos ligados ao Carnaval
Mesmo com prazos curtos, oportunidades seguem abertas para serviços operacionais ligados à festa, desde que empresas foquem organização e execução.
Os editais do Carnaval ainda representam uma janela de negócios para pequenas e médias empresas que fornecem ao poder público. Mesmo com o calendário avançado, há oportunidades ligadas à organização da festa, sobretudo em contratações operacionais com prazos mais curtos.
A avaliação é de Alan Conti, CEO da Effecti, empresa de tecnologia voltada a compras públicas. Segundo ele, os editais costumam ser publicados entre novembro e janeiro, com maior concentração no início do ano, mas novas licitações podem surgir mais próximas do evento, que começa em 13 de fevereiro.
Serviços mais demandados no período
Entre os editais do Carnaval mais recorrentes estão contratos de limpeza urbana, manejo de resíduos e estruturas temporárias. Palcos, tendas, gradis, arquibancadas e banheiros químicos aparecem com frequência nas contratações.
Também são comuns licitações para pontos de hidratação, serviços de segurança e saúde, como brigadistas e ambulâncias, além de controle de acesso, som, luz, imagem, sinalização e materiais de comunicação.
Prazos curtos exigem foco
Mesmo com o tempo reduzido, Conti avalia que ainda há margem para participação, desde que as empresas respeitem os prazos mínimos previstos na Lei 14.133 e direcionem esforços para objetos compatíveis com esse intervalo.
Segundo ele, a estratégia passa por disputar contratos alinhados à capacidade já instalada. “O momento pede foco no que a empresa já executa e consegue entregar dentro do prazo”, afirma.
Falta de organização segue como entrave
Nos editais do Carnaval, os erros mais frequentes continuam ligados à organização interna das PMEs. Documentação vencida, balanços desatualizados e propostas que não consideram custos extras, como plantões e deslocamentos, aparecem entre os principais motivos de desclassificação.
Além disso, propostas desalinhadas ao critério de julgamento e falhas de compliance seguem recorrentes. Ausência de laudos técnicos, ART ou seguros exigidos, assim como uso inadequado de hipóteses de dispensa por urgência, também tiram empresas da disputa.
Tecnologia ajuda a ganhar tempo
Para disputar editais do Carnaval em um período de prazos curtos, a recomendação é recorrer à tecnologia como ferramenta de organização. Plataformas de automação permitem concentrar o monitoramento das oportunidades e reduzir falhas operacionais.
Segundo Conti, configurar alertas por palavra-chave, região e modalidade ajuda a não perder janelas de poucos dias úteis. A priorização deve recair sobre objetos com prazos de oito ou dez dias e logística já dominada pela empresa.
Execução precisa acompanhar a proposta
Outro ponto crítico está na execução contratual. Sistemas que permitem estruturar planos de operação por município, anexar atestados compatíveis e acompanhar fases de lances em tempo real ajudam a sustentar a proposta até o fim do processo.
No caso de contratações artísticas, o executivo destaca a importância de organizar previamente a inexigibilidade, com documentação completa, evitando alegações de urgência sem respaldo legal nos editais do Carnaval.
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