Economia
Presidente da CPMI do INSS diz que Toffoli liberará dados do dono do Master
O colegiado adiou o depoimento de Daniel Vorcaro, a pedido da defesa
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), informou ter adiado para depois do Carnaval o depoimento que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestará ao colegiado. O senador também afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli se comprometeu a destravar o compartilhamento dos dados da quebra de sigilo do banqueiro.
A oitiva de Vorcaro, inicialmente marcada para esta quinta-feira 5, deve ocorrer em 19 de fevereiro, segundo Viana. Quem falará à comissão no lugar do banqueiro será o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicará como a atuação do instituto em relação aos créditos consignados.
A decisão pelo adiamento da oitiva de Vorcaro aconteceu após um pedido dos advogados, em troca do compromisso de que não haverá a apresentação de habeas corpus ao STF para livrar seu cliente de depor.
Em ofício sigiloso, a defesa do banqueiro sustentou que ele foi intimado no último fim de semana, a poucos dias da sessão, o que poderia comprometer o direito ao contraditório. O documento também solicita que o depoimento aconteça por videoconferência, dada a dificuldade de deslocamento de Vorcaro entre São Paulo e Brasília.
Preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, o banqueiro cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, e tem de comunicar à Justiça qualquer saída de São Paulo. O requerimento de convocação partiu do relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL). Vorcaro prestará informações na condição de testemunha.
Antes de falar à imprensa, Viana se reuniu com Toffoli, responsável pela apuração no STF. O encontro durou cerca de uma hora.
Em dezembro, a CPMI quebrou os sigilos de Vorcaro, mas o ministro determinou que as informações ficassem sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). De acordo com Viana, os dados devem ser liberados depois de a Polícia Federal compilá-los.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



