Política
O que disseram as pesquisas sobre o governo Lula divulgadas em janeiro
Quatro levantamentos publicados testaram a popularidade do governo petista nos últimos 30 dias, enquanto outras quatro pesquisas mediram a temperatura eleitoral para 2026. Relembre os resultados
Quatro institutos de pesquisas divulgaram em janeiro levantamentos sobre o governo Lula (PT). As pesquisas podem ser divididas em duas frentes: avaliativas, que tratam dos índices de popularidade da atual gestão, e eleitorais, que monitoram a situação do petista na disputa pelo quarto mandato.
No primeiro grupo, das pesquisas avaliativas, o governo Lula foi monitorado pelos institutos Ideia, Quaest, PoderData e AtlasIntel. O cenário, de modo geral, aponta estabilidade. Três das quatro pesquisas divulgaram cenários com resultados próximos aos registrados no encerramento de 2025. No caso da pesquisa do Ideia, não é possível fazer esta comparação, uma vez que é a primeira vez que o instituto monitora o tema.
Cada uma das pesquisas segue sua própria metodologia de coleta de dados. Detalhes sobre o registro no TSE, o volume e as datas de entrevistas, assim como margens de erro e níveis de confiança podem ser verificados, individualmente, ao se clicar no título de cada item da lista abaixo.
Instituto Ideia | publicada em 13 de janeiro de 2026
Aprovação
- 47% de aprovação;
- 50% de desaprovação.
Avaliação
- Ótimo – 15%
- Bom – 20%
- Regular – 20,5%
- Ruim – 18,6%
- Péssimo – 22,8%
Quaest | publicada em 14 de janeiro de 2026
Aprovação
- 47% de aprovação (eram 48% na pesquisa anterior);
- 49% de desaprovação (eram 49% na pesquisa anterior).
Avaliação
- Positivo – 32% (eram 34% na pesquisa anterior);
- Regular – 27% (eram 25% na pesquisa anterior);
- Negativo – 39% (eram 38% na pesquisa anterior).
AtlasIntel | publicada em 22 de janeiro de 2026
Aprovação
- 48,7% de aprovação (eram 48,8% na pesquisa anterior);
- 50,7% de desaprovação (eram 50,7% na pesquisa anterior).
Avaliação
- Bom/Ótimo – 47,1% (eram 46,5% na pesquisa anterior);
- Regular – 4,4% (eram 4,6% na pesquisa anterior);
- Ruim/Péssimo – 48,5% (eram 48,9% na pesquisa anterior).
PoderData | publicada em 28 de janeiro de 2026
Aprovação do governo
- 41% de aprovação (eram 42% na pesquisa anterior);
- 53% de desaprovação (eram 52% na pesquisa anterior).
Aprovação da figura pessoal do presidente
- 34% de aprovação (eram 35% na pesquisa anterior);
- 57% de desaprovação (eram 56% na pesquisa anterior).
A pesquisa não monitorou os índices de avaliação.
Disputas eleitorais
Nos cenários eleitorais testados por diferentes institutos em janeiro, Lula segue como favorito, assim como mostravam as pesquisas em dezembro de 2025.
O petista buscará o quarto mandato em 2026 e tem como principal adversário o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O PSD também ensaia uma candidatura própria, com três nomes apontados como pré-candidatos: Ratinho Jr. (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A disputa interna deve ser definida por um colegiado do partido, em abril.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é também apontado como um potencial candidato, mas tem resistido e diz que não participará da eleição para o Planalto. Apesar das declarações, seu nome ainda aparece em parte dos testes feitos em janeiro, assim como uma eventual candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF).
Relembre as conclusões clicando nos links listados abaixo:
– Instituto Ideia: Lula lidera em todos os cenários apresentados no levantamento, mas Tarcísio empata com o petista em eventual disputa de segundo turno;
– Quaest: O presidente Lula lidera todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados;
– AtlasIntel: Lula lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno;
– Paraná Pesquisas: Lula lidera disputas de primeiro turno contra Flávio e Tarcísio, mas empata tecnicamente com os bolsonaristas no segundo turno.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



