Política

Escala 6×1 e acordo UE-Mercosul: as prioridades da Câmara para 2026, segundo Hugo Motta

O trabalho se concentrará no primeiro semestre, uma vez que a campanha eleitoral tende a esvaziar o Parlamento

Escala 6×1 e acordo UE-Mercosul: as prioridades da Câmara para 2026, segundo Hugo Motta
Escala 6×1 e acordo UE-Mercosul: as prioridades da Câmara para 2026, segundo Hugo Motta
Destinada a inaugurar a 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB) - Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira 2 que a Casa deve priorizar no primeiro semestre de 2026 a análise de temas importantes para o Palácio do Planalto, como o fim da escala 6×1, o acordo União Europeia-Mercosul e a PEC da Segurança Pública. A afirmação ocorreu na cerimônia de abertura do ano legislativo, em Brasília.

Em 2026, os trabalhos deverão se concentrar no primeiro semestre, já que, por causa das eleições, o Congresso tende a se esvaziar na segunda metade do ano.

A primeira semana de trabalho terá a apreciação de medidas provisórias que podem trancar a pauta ou estão à beira de perder a validade. Motta informou, por exemplo, que o plenário votará ainda nesta segunda a MP do Gás do Povo, que busca ampliar o acesso ao gás de cozinha no Brasil.

Ele também destacou em seu discurso que pretende avançar no combate ao feminicídio e impulsionar o debate sobre a regulamentação da inteligência artificial e dos trabalhadores por aplicativo. “Essa tarefa é indispensável para preparar o Brasil para uma nova economia baseada em tecnologia, em inovação e em investimentos sustentáveis”, afirmou.

Motta defendeu o poder do Congresso Nacional de destinar recursos públicos federais via emendas parlamentares. “Cabe a este plenário, soberano e independente, perseguir esse caminho dia e noite, com votações de propostas de interesse do País. E fazer valer a prerrogativa constitucional de destinar as emendas parlamentares aos rincões Brasil afora, que, na maioria das vezes, não estão aos olhos do poder público.”

A declaração ocorre à luz de investigações no Supremo Tribunal Federal contra irregularidades na destinação de emendas e dias após a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), criticar o que considera um “sequestro” do Orçamento devido ao volume desses recursos.

Além de Motta, participaram da solenidade os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do STF, Edson Fachin. Coube a Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, entregar aos chefes do Congresso a mensagem do presidente Lula, com as prioridades do Executivo. O documento, lido pelo deputado Carlos Veras (PT-PE), apresenta um balanço das ações do governo e antecipa as prioridades para o último ano da atual legislatura.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo