O micro e pequeno negócio respondeu pela maior parte das vagas formais criadas no Brasil em 2025. Ao todo, essas empresas geraram 1.030.434 empregos com carteira assinada, o equivalente a cerca de 80% do saldo positivo registrado no país no ano passado.
No total, o mercado formal brasileiro encerrou 2025 com 1.279.498 vagas líquidas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, tabulados pelo Sebrae.
Serviços e comércio puxaram as contratações
A maior parte das vagas abertas pelo micro e pequeno negócio veio do setor de Serviços, responsável pela criação de cerca de 694 mil postos formais em 2025.
Em seguida, aparece o Comércio, que adicionou aproximadamente 247 mil empregos ao longo do ano. Juntos, os dois setores concentraram a maior parcela da geração de vagas entre as empresas de menor porte.
Sudeste e Nordeste lideraram o saldo
A distribuição regional mostra que o Sudeste liderou a criação de empregos nas micro e pequenas empresas, com saldo de 414 mil vagas. O Nordeste aparece na sequência, com 287 mil postos formais.
Do total de empregos criados pelo micro e pequeno negócio, 572 mil foram ocupados por homens e 458 mil por mulheres. As informações constam no Painel Caged, disponível no site do Data Sebrae.
Saldo foi o menor desde 2020
Apesar do volume expressivo de vagas, o desempenho de 2025 marcou o menor saldo anual desde 2020. Em 2021, por exemplo, o micro e pequeno negócio havia gerado cerca de 2,1 milhões de empregos formais, mais do que o dobro do registrado no último ano.
A desaceleração reacendeu discussões sobre condições de funcionamento e carga tributária enfrentadas pelas empresas de menor porte.
Simples Nacional entra no debate
Para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a geração de empregos poderia ser maior com medidas voltadas à valorização do micro e pequeno negócio.
Entre as propostas defendidas pela entidade está a correção da tabela do Simples Nacional, que não sofre reajuste desde 2018. A CACB estima que uma atualização de 83% beneficiaria microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
Entidade defende correção da tabela
Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a atualização teria efeito direto sobre a atividade econômica. “A correção injetaria mais recursos no setor, permitindo formalizar empresas, ampliar negócios e aumentar a demanda por trabalhadores”, afirma.
Para Cotait, o ajuste da tabela do Simples Nacional representa uma medida de justiça tributária. “É uma decisão que precisa ser priorizada pelo Congresso Nacional e que pode influenciar o desempenho econômico do país”, diz.
Mesmo com a desaceleração em 2025, o micro e pequeno negócio manteve papel predominante na geração de empregos formais no Brasil, reforçando sua relevância para o mercado de trabalho.



