Para docentes trans, educação é democrática ‘até a segunda página’
Professores e professoras transexuais enfrentam ataques da extrema-direita nas redes sociais e ‘pânico moral’ no ambiente de ensino
A presença de pessoas trans e não-binárias na educação básica tem sido atravessada por disputas políticas e campanhas de desinformação. Apesar do discurso de inclusão, educadores trans relatam que a escola nem sempre se apresenta como um espaço seguro para o exercício da profissão.
Em vez de proteção institucional, muitas relatam silenciamento e a transferência da responsabilidade pela violência que sofrem para o plano individual. O educador popular e rapper Juppiter Pimentel lembra do episódio em que o deputado federal Nikolas Ferreira compartilhou, nas redes sociais, um trecho de uma entrevista sua sobre identidade de gênero. “Foi um caos: três dias entre os assuntos mais comentados no Twitter”, relata.
“A gente fala de evasão de pessoas trans e travestis nas escolas, mas é uma expulsão”, afirma T. Angel, professora de História e coordenadora pedagógica em Osasco (SP). Dados da Aliança Nacional LGBT+ indicam que 67% dos estudantes trans não consideram o ambiente escolar seguro
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