Catto: Estar no palco sendo uma pessoa trans é um grito de liberdade
Dia Nacional da Visibilidade Trans é um convite à reflexão sobre a cultura e o caráter inevitavelmente político de sua presença nos palcos, afirma a cantora
“Caminhos Selvagens”, o quinto álbum de estúdio da cantora e compositora Catto, ficou entre os melhores de 2025. No trabalho, ela explora suas memórias, com canções confessionais e dramáticas. “Foi um trabalho mais profundo, em que mergulhei nos meus absurdos”, define ela em entrevista a CartaCapital. “Foi a confirmação de meu espaço”.
Antes de “Caminhos Selvagens” Catto apresentou “Belezas São Coisas Acesas por Dentro”, álbum de 2023 no qual canta o repertório de Gal Costa. Segundo Catto, o disco não foi sobre a voz de Gal, mas o seu papel de transgressora e de valorização do poder feminino.
Catto faz três shows no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, nos dias 30 e 31 de janeiro e em 1º de fevereiro. O repertório base do show é o novo disco, mas também terá canções de trabalhos anteriores, desde o seu primeiro projeto musical, o EP “Saga” (2009). “Estar em cima do palco, sendo uma pessoa trans, inevitavelmente é um grito de liberdade”, afirma. “Não existe como eu não ser política.”
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