Economia
Caso Master: PF vê indícios de crime e abre inquérito para apurar contratação de influenciadores para atacar o BC
Pelo menos 46 perfis teriam atuado no bombardeio digital
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar uma suposta contratação de influenciadores para produzir conteúdos contra o Banco Central. O episódio envolve o Banco Master, que na ocasião havia sido liquidado pelo BC. A informação sobre a investigação foi antecipada pela CNN Brasil e confirmada por CartaCapital.
A suspeita é de que a contratação dos influenciadores responsáveis por produzir conteúdos com ataques ao BC tenha sido feita por intermediários do Master. O banco comandado por Daniel Vorcaro foi liquidado em novembro de 2025, horas antes de ser alvo de uma operação da PF.
O inquérito aberto pela PF para investigar a denúncia tramita sob sigilo e, conforme apurou CartaCapital, está sob a responsabilidade da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.
As suspeitas estavam sendo analisadas de forma preliminar pela PF desde que os relatos sobre a prática foram revelados pelo jornal O Globo. Em comunicado à corporação, a Federação Brasileira dos Bancos informou ter identificado um “um volume atípico” de publicações nas redes sociais relacionadas à liquidação do Master.
A prática já vinha sendo observada durante o processo de análise pelo BC da venda do Master para o Banco de Brasília, mas cresceu na esteira da repercussão do caso, impulsionada pelos processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal de Contas da União.
Pelo menos 46 perfis teriam atuado no bombardeio digital contra o BC e boa parte das contas não têm ligações com assuntos econômicos. Um dos principais alvos das publicações foi Renato Gomes, ex-diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC. A ofensiva também mirou o presidente do banco, Gabriel Galípolo, e o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino.
Após essa averiguação inicial, a PF concluiu que existem indícios de possíveis crimes e decidiu pela abertura da investigação.
O foco da apuração deve ser eventual pagamento aos influenciadores. Os agentes também pretendem identificar quem ordenou as publicações.
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