Economia

Copom realiza a primeira reunião de 2026 e deve manter a Selic em 15%

Na última reunião de 2025, o Comitê afirmou que a taxa deve seguir alta ‘por período bastante prolongado’

Copom realiza a primeira reunião de 2026 e deve manter a Selic em 15%
Copom realiza a primeira reunião de 2026 e deve manter a Selic em 15%
Foto: Banco Central/Divulgação
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira 28 sua primeira reunião do ano e, segundo indicado no último encontro de 2025, deverá manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano – a segunda maior taxa de juros real do mundo.

A decisão sobre a taxa será anunciada no início da noite. Com quórum reduzido (dois diretores encerraram seus mandatos em 2025 e só terão seus substitutos indicados pelo governo federal em fevereiro, após a volta das atividades do Congresso Nacional), a reunião, que habitualmente acontece em dois dias, será realizada integralmente nesta quarta.

Na reunião de dezembro, os integrantes do colegiado indicaram que a manutenção da taxa se justifica pela incerteza do ambiente externo, especialmente diante da política econômica dos Estados Unidos, com as guerras comerciais travadas por Donald Trump.

Na ata divulgada após o encontro de dezembro, o Copom, chefiado por Gabriel Galípolo, disse que vê necessidade de manter a Selic nas alturas “por período bastante prolongado” – indicando que não deve haver recuo após a reunião desta quarta.

Seguindo a indicação da ata da reunião de dezembro, o mercado financeiro avalia que o cenário deve ser, mesmo, o de manutenção da taxa. Apesar da desaceleração gradual da inflação, a projeção majoritária no mercado é que a flexibilização da taxa começará apenas em março.

‘Super Quarta’

A reunião do Copom acontece em uma ‘Super Quarta’, quando o encontro do comitê brasileiro coincide com a reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. No mesmo dia, o Fed também tende a manter os juros, atualmente entre 3,50% e 3,75% ao ano, o que costuma aumentar a volatilidade nos mercados globais.

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